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Caatinga patrimônio brasileiro ameaçado pelo homem

Bioma já perdeu 45% de sua vegetação nativa

Foto Institucional
Vegetação da Caatinga no período de seca e de chuva / Crédito: Google imagens
03 de Maio de 2013

Dia 28 de abril, celebra-se o único bioma genuinamente brasileiro, ou seja, seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em outro lugar do planeta. Ele ocupa uma área de aproximadamente 850.000 km², cerca de 11% do território nacional.

 

A origem do seu nome vem do tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca. Esse nome se da porque nas épocas de seca, a maioria das plantas perde suas folhas o que deixa os troncos esbranquiçados. A Caatinga engloba de forma contínua parte dos estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil).

 

Infelizmente, é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, pelo alto nível de desmatamento e baixa proteção. Centenas de anos de uso insustentável de seus solos e recursos naturais e associação à imagem de local pobre e seco, fazem com que a Caatinga esteja bastante degradada. Estima-se que 45% de sua vegetação nativa já foi desmatada.

 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 28 milhões de pessoas habitam a Caatinga, fazendo dessa região uma das mais densamente povoadas entre aquelas de características climáticas similares no mundo. Parte desse contingente vive sob grande vulnerabilidade social e econômica. É na Caatinga que vive a população mais pobre do Nordeste e uma das mais pobres do Brasil, e que o quadro de pobreza da região gera uma significativa dependência dessa população em relação aos recursos naturais do bioma.

 

Este bioma brasileiro é o mais vulnerável às mudanças climáticas e tende a ser o mais atingido pelos efeitos negativos do aquecimento global, que pode agravar o quadro da desertificação e reduzir as áreas aptas para a agropecuária e a capacidade de geração de serviços ambientais, com impactos severos também na disponibilidade de recursos hídricos na região. A desertificação e a seca constituem problemas que afetam particularmente o semiárido brasileiro e, em virtude do agravamento dessas questões em 2012, há a necessidade urgente de aprovação do projeto de lei da Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, que tramita no Congresso Nacional desde 2007.

 

Apesar de mostrar-se seca, pesquisas recentes revelam uma riqueza particular do bioma em termos de biodiversidade e fenômenos característicos.

 

Mata Seca, mas muito viva

 

A vegetação da caatinga é adaptada a aridez da região e estima-se que possua de 2 a 3 mil espécies de plantas. Sua degradação levou a extinção em massa de várias espécies locais, principalmente de grandes mamíferos. Estudos mostram que a caatinga é rica em biodiversidade e bastante heterogênea.

 

Pesquisas revelam que sua fauna possui 17 espécies de anfíbios, 44 de répteis, 695 de aves e 120 de mamíferos, num total de 876 espécies de animais vertebrados.  A Caatinga é o ecossistema menos conhecido e estudado no Brasil. A ararinha-azul, ameaçada de extinção, ocorria nesta região. Também são encontrados no bioma o sapo-cururu, macaco-prego-do-peito-amarelo, asa branca, cutia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatupeba e o sagui-de-tufos-brancos.

 

 

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Fontes:

http://www.biosferadacaatinga.org.br/exibeNoticia.php?id=192
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caatinga
http://www.biosferadacaatinga.org.br/exibeNoticia.php?id=192

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