Espécie da vez

Azulão se destaca na natureza por sua cor brilhante

Ave territorialista pode ser encontrada do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, bem como na Bolívia, Paraguai e Argentina

Foto Institucional Crédito: Rudimar Narciso Cipriani
24 de Julho de 2017

Apesar de pequeno, o azulão (Cyanoloxia brissonii), como o próprio nome sugere, ganha destaque em meio à natureza. O macho é totalmente azul-escuro, com partes azuis brilhantes. Já a fêmea e os filhotes são totalmente pardos, com as partes inferiores um pouco mais claras.

O azulão se reproduz entre setembro e fevereiro, constroi seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre dois e três ovos, tendo de três a quatro ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.

Esta ave é territorialista. Não é possível vê-la em bando. Se existe um casal em certa localização, só será possível encontrar outro casal a certa distância dali. Os filhotes de azulão ficam com seus pais até certo tempo, depois já partem para uma vida "independente", pois seu instinto territorialista não o deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que achar seu próprio território e sua parceira para acasalamento. Se um macho invade o território de outro, com certeza haverá conflito, e será bem violento.

O pássaro pode ser encontrado na beira de pântanos, matas secundárias e plantações do Nordeste do Brasil ao Rio Grande do Sul, bem como na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Sua alimentação é bem variada, sobretudo de sementes, frutas e insetos.

Também é conhecido pelos nomes de azulão-bicudo ou bicudo-azulão, azulão-do-nordeste, azulão-do-sul, azulão-verdadeiro, guarundi-azul, gurandi-azul, gurundi-azul e tiatã.

Além da coloração, o azulão chama atenção por seu canto. Melodioso e intenso, alterna cadências mais altas com algumas mais baixas. Ele solta a voz em notas diversas no crepúsculo e pela madrugada. A ave é vítima constante do tráfico de animais silvestres, colocando-a entre os dez passarinhos nativos mais comuns em gaiolas. A destruição de seu habitat também prejudica a espécie, ameaçada de extinção.

Ouça o canto do azulão aqui.

Subespécies

O azulão possui cinco subespécies, sendo que três ocorrem no Brasil:

- Cyanoloxia brissonii argentina (Sharp, 1888) - ocorre no leste da Bolívia até o Chaco do Paraguai, oeste do Brasil e no norte da Argentina. Esta subespécie é a de maior tamanho entre todas e também de um azul escuro. O animal se difere também por possuir na face uma faixa de cor cobalto prateado que se estende da sobrancelha à nuca;

- Cyanoloxia brissonii brissonii (Lichtenstein, 1823) - ocorre no Nordeste do Brasil, dos estados do Piauí e Ceará até o estado da Bahia e Minas Gerais. De coloração azul-clara;

- Cyanoloxia brissonii caucae (Chapman, 1912) - ocorre no oeste da Colômbia, nos vales do alto rio Patía, alto rio Cauca e Dagua. Difere-se por ser menor e ter uma tonalidade de azul nas costas mais brilhante;

- Cyanoloxia brissonii minor (Cabanis, 1861) - ocorre nas montanhas do norte da Venezuela, da região de Falcón até a região de Lara, Sucre e Monagas. Difere-se por ter o uropígio de uma cor azul mais brilhante;

- Cyanoloxia brissonii sterea (Oberholser, 1901) - ocorre no leste do Paraguai até o leste e sul do Brasil e nordeste da Argentina. É um pouco menor e sua cor é um azul mais escuro que a forma nominal.

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