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Planeta vive sexta extinção em massa

Mais de 8 mil espécies registram declínio populacional

12 de Julho de 2017
Foto Projeto
Girafas estão entre os mamíferos com declínio populacional severo

O planeta está passando pela sexta extinção em massa. O alarme foi dado por cientistas da Universidade de Stanford e da Universidade Nacional Autônoma do México.

Eles utilizaram amostras de 27,6 mil vertebrados terrestres e analisaram 177 espécies de mamíferos que sofreram declínio populacional entre 1900 e 2015.

Os vertebrados tiveram grandes perdas, inclusive entre espécies que despertam pouca preocupação. Cerca de um terço (8.851) dos animais analisados - o que representa quase metade das espécies de vertebrados conhecidas - apresentou declínio populacional e diminuição em termos de distribuição geográfica, mesmo aquelas que atualmente não são consideradas como sob risco de extinção.

Já entre os 177 mamíferos estudados, todos perderam 30% ou mais em distribuição geográfica, com mais de 40% registrando um declínio populacional severo, com encolhimento superior a 80%. "Diversas espécies de mamíferos que estavam relativamente seguras há uma ou duas décadas estão agora em perigo", dizem os pesquisadores. Como exemplos de quedas representativas na população, eles citaram guepardos, orangotangos, leões, pangolins e girafas.

Segundo o estudo, há uma tendência de investidas cada vez maiores contra a biodiversidade do planeta, resultando numa perspectiva "sombria sobre o futuro da vida, inclusive humana". "Nas últimas décadas, a perda de habitat, a superexploração de recursos, os organismos invasivos, a poluição, o uso de toxinas e, mais recentemente, as mudanças climáticas, bem como as interações entre esses fatores, levaram ao declínio catastrófico nos números e nos tamanhos das populações de espécies de vertebrados tanto comuns como raros", afirmam os pesquisadores.

Nos 500 milhões de anos de existência da Terra, houve cinco "extinções em massa" que levaram ao desaparecimento de 75% das espécies. O último episódio aconteceu cerca de 66 milhões de anos atrás, quando 76% de todas as espécies foram perdidas, incluindo os dinossauros, devido à atividade vulcânica, alterações climáticas e impacto de asteroides.

Os cientistas ressaltaram que o foco na extinção de espécies leva a uma "falsa impressão de que o habitat da Terra não está ameaçado, e sim apenas lentamente entrando em um episódio de grande perda de biodiversidade".

"A humanidade acabará por pagar um preço muito alto pela diminuição do único conjunto de vida que conhecemos no universo", alertam os cientistas.