Projetos

Projeto Asas
Foto Projeto

O Projeto Asas (Área de Soltura de Aves Silvestres) da Amda é resultado de convênio para soltura de pássaros apreendidos pela Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em ações de combate ao tráfico e aprisionamento de animais silvestres. A iniciativa é fruto de parceria com proprietários de uma fazenda em Brumadinho, Minas Gerais, onde o projeto foi implantado em junho de 2012.


Após passarem alguns dias no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama para serem examinados e observados, os animais apreendidos são direcionados a criadores comerciais, projetos conservacionistas ou de soltura, como é o caso do Asas. Ali, eles passam por um período de readaptação, quando reaprendem a voar e a se alimentar de insetos e outros elementos disponíveis na natureza. Os animais reinseridos em seu habitat natural recebem uma anilha para que seja possível identifica-los e monitorá-los após a soltura - o que também inibe sua captura por traficantes ou intermediários do tráfico.

 

O projeto é de extrema importância para proteção das aves silvestres e também uma tentativa de conscientizar a população que, muitas vezes, alimenta o tráfico sem saber de suas graves consequências. Para propagar que lugar de ave é na natureza, em diversas ocasiões, o Asas leva alunos de escolas da região para acompanhar a soltura dos pássaros.

 

A propriedade onde o projeto está inserido tem cerca de 300 hectares e possui áreas de Mata Atlântica, Cerrado e Campos. A parceria entre a Amda e os proprietários consiste em cessão da área por parte dos mesmos e, por parte da entidade, construção de dois galpões telados, nos moldes técnicos determinado pelo Ibama, além da alimentação das aves.

 

Papagaios-verdadeiros, trinca-ferros, canários-da-terra, saíras e sabiás são algumas espécies acolhidas pelo projeto que ganham asas novamente após sua passagem por ali. O trabalho desenvolvido com papagaios-verdadeiros, especificamente, apresenta  algumas características de pioneirismo, pois existem poucos projetos de soltura dessa espécie com resultados satisfatórios, em decorrência de a mesma manter um grau de identificação e  dependência muito grande com seres humanos, dificultando sua readaptação no meio ambiente natural, explica João Paulo Vasconcelos, responsável técnico pelo projeto.

 

Tráfico de Animais Silvestres

 

A Amda acredita que a redução ou mesmo paralização de captura de animais silvestres só acontecerá realmente quando não houver compradores, pois são eles que alimentam o tráfico. Estima-se que, anualmente, só no Brasil, 38 milhões de animais são retirados de seus ambientes naturais por meio de práticas covardes e cruéis. De cada 10 animais capturados na natureza, apenas um chega vivo ao seu destino final.  Minas Gerais, além de "fornecer" animais para esta atividade ilegal, é rota de passagem de traficantes que vêm do Nordeste, Norte e Noroeste do país. 

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