Corredor ecológico entre Amazônia e Cerrado receberá 1,7 bilhão de árvores

Crédito: Divulgação/Black Jaguar Foundation

Projeto de reflorestamento prevê recuperação 1 milhão de hectares.

Um corredor ecológico de 2.600 quilômetros de extensão está sendo construído para conectar a Amazônia ao Cerrado. A primeira fase do projeto, desenvolvido pela ONG Black Jaguar Foundation (BJF), já foi concluída e milhares de árvores foram plantadas. Será necessário cerca de 1,7 bilhão de mudas para construção do corredor, cujo propósito é apoiar a produção agroflorestal e a preservação ambiental.

Seis estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Maranhão), serão cortados pelo “Corredor de Biodiversidade do Araguaia”, que terá 40 quilômetros de largura, divididos entre as margens dos rios Araguaia e Tocantins, e área total de 10,8 milhões de hectares. A meta é restaurar 1 milhão de hectares de vegetação nos dois maiores biomas brasileiros: Amazônia e Cerrado.

O cinturão verde abrange 112 municípios e 23.997 imóveis rurais, dos quais 96% são propriedades privadas. As negociações com os proprietários, para recuperação das áreas, serão feitas no âmbito do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), já que os produtores precisam regularizar seus imóveis, atendendo as normas estabelecidas pela legislação.

O novo Código exige preservação de 20% a 80% da vegetação nativa do imóvel rural, estabelecendo a chamada Reserva Legal, além da manutenção da vegetação em Áreas de Preservação Permanente, locais sensíveis que devem ser preservados em função de sua localização, como topos de morro, áreas muito íngremes, rios e nascentes.

Um estudo encomendado pela BJF, mostrou que dos quase 24 mil imóveis rurais localizados na área do cinturão, mais de 13 mil têm déficit de áreas de preservação permanente e reserva legal, totalizando 1 milhão de hectares. Com o erguimento do corredor, esses imóveis seriam recuperados, gerando benefícios econômicos e ambientais aos proprietários.

Os custos do reflorestamento também ficariam por conta da BJF, incluindo a manutenção das áreas reflorestadas durante os três primeiros anos do projeto, além do monitoramento no décimo e vigésimo ano após o plantio.

A restauração da vegetação, aliada à implantação de sistemas de produção agroflorestal, pode render 21,1 bilhões de dólares [R$ 117,7 bilhões] em benefícios econômicos ao longo 50 anos, indicou a pesquisa, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Illinois Urbana-Champaign, nos Estados Unidos.

Outros benefícios da inciativa incluem a captura de 263 milhões de toneladas equivalentes de CO2, redução de 527 toneladas de erosão do solo e a criação de 38 mil empregos.

 

 

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