Incêndios na Austrália dizimam metade da população de coalas da ilha Kangaroo

Bombeiro dá água para coala durante operações de combate a incêndios / Crédito: Oakbank Balhannah / Reuters

Animais são considerados fundamentais para sobrevivência da espécie, pois não possuem doença que pode causar cegueira, esterilidade e morte

Os incêndios florestais que assolam a Austrália desde setembro do ano passado dizimaram metade da população de coalas que vive na Ilha Kangaroo, que nos últimos dias perdeu 170 mil hectares, cerca de um terço de seu território. A população local é estimada em 50 mil coalas.

Localizada na costa do estado da Austrália Meridional, a ilha é o habitat de coalas saudáveis, considerados fundamentais para sobrevivência da espécie. Estudo da Universidade de Adelaide publicado em julho de 2019 apontou que esses animais são o único grupo importante que não sofre de clamídia, uma infecção bacteriana assintomática que pode causar cegueira, esterilidade e morte. Por não terem a doença, eles não podem ser transferidos, segundo autoridades estaduais.

Jessica Fabijan, que conduziu a pesquisa, disse que o grupo que vive na ilha é uma espécie de “seguro ou garantia para toda a população de coalas”. Para ela, esta “é uma das maiores tragédias para a população de animais desde o final do século XIX, quando foram caçados por suas peles”.

Fabijan alertou ainda que podem haver mais perdas com grandes incêndios em Nova Gales do Sul e na região de Gippsland, no estado de Victoria, onde vivem as maiores comunidades de coalas.

De acordo com ecologistas da Universidade de Sydney, o fogo já matou cerca de 480 milhões de animais, entre mamíferos, pássaros e répteis. Estima-se que 4 milhões de hectares foram destruídos.

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