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Orca Lolita será libertada após décadas em cativeiro

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Orca Lolita será libertada após décadas em cativeiro
Crédito: Miami Seaquarium/ Divulgação

Após viver em cativeiro por mais de meio século, a famosa orca Lolita, também conhecida como Toki, finalmente será libertada para viver o resto de sua vida em seu habitat natural, o Oceano Pacífico. A baleia, que era a estrela do Miami Seaquarium, nos Estados Unidos, foi aposentada das apresentações em 2022.

A baleia ganhou sua liberdade graças à repercussão do documentário “Blackfish”, de 2013, que destacava a vida das orcas em cativeiro. Ela também contou com o apoio da organização sem fins lucrativos Friends of Lolita (Amigos da Lolita) e de ativistas dos direitos animais.

A organização conseguiu entrar em “acordo vinculativo” com o parque para que Lolita pudesse ser devolvida a um habitat oceânico no noroeste do Pacífico em até dois anos. De acordo com o projeto Whale and Dolphin Conservation, a expectativa de vida média de orcas nascidas em cativeiro é de apenas quatro anos, enquanto na natureza, elas podem viver entre 50 e 80 anos. Em vida livre, há fêmeas de até 90 anos.

O processo de devolução de Lolita às suas águas nativas levou anos para ser concluído, mas já teve início com a transferência da propriedade do aquário para a The Dolphin Company, a maior proprietária de parques de diversões da América Latina.

Com a mudança de diretoria, foi anunciada a aposentadoria de Lolita, após 52 anos de apresentações. O novo CEO do parque, Eduardo Albor, elogiou os ativistas dos direitos dos animais e a equipe do Seaquarium por deixarem de lado as diferenças e trabalharem juntos para que a orca possa ter uma maior qualidade de vida.

A vida da baleia

Quando Lolita foi capturada, muitas outras orcas também acabaram presas, apesar das tentativas de ativistas de libertá-las. Lolita foi vendida para o Miami Seaquarium e se apresentou ao lado da orca Hugo até a sua morte, em 1980. Desde então, ela passou a viver sozinha em cativeiro.

A realocação de Lolita apresenta grandes desafios devido a sua idade avançada e incapacidade de se alimentar sozinha após décadas em cativeiro. O historiador ambiental e professor da Universidade de Victoria, no Canadá, Jason Colby, acredita que a melhor solução seria colocá-la em um cercadinho marinho, onde ela poderia sentir as águas de seu habitat natural e se reconectar acusticamente com seu grupo original.