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Mais de 300 quilos de moedas são recolhidos nas Cataratas do Iguaçu

Mais de 300 quilos de moedas são recolhidos nas Cataratas do Iguaçu
Baixa vazão das Cataratas do Iguaçu evidencia problema ambiental / Crédito: William Brisida/RPC

A baixa vasão das águas nas Cataratas do Iguaçu evidenciou grave problema ambiental no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Com o volume baixo, centenas de milhares de moedas ficaram visíveis. A equipe do parque retirou 329 quilos de moedas do rio Iguaçu, um recorde histórico. A superstição dos turistas contamina a água com metais pesados e afeta os animais, que confundem as moedas com alimento.

Embora seja proibido, o ato de jogar moedas e fazer pedidos, como em uma fonte dos desejos, é realizado por turistas de todo o mundo. Os brasileiros são os que mais deixam moedas para trás nas Cataratas do Iguaçu. Foram recolhidos R$ 14 mil. O valor será doado para projetos sociais da região.

Também foram encontradas moedas da China, Panamá, Israel, Japão, Austrália, Canadá e da África do Sul. Algumas já até saíram de circulação há duas décadas. As moedas estrangeiras somaram 130 quilos. Todas serão enviadas para reciclagem.

As moedas se acumulam entre pedras e algas e ficam presas em buracos. “Tiramos moedas que estão aqui, com certeza, há mais de 30 anos no rio. Elas vão se corroendo e esse metal pesado acaba contaminando a água. É uma contaminação química que afeta toda a cadeia alimentar”, disse Pedro Fogaça, biólogo do Parque Nacional do Iguaçu. Ele explica que várias moedas se dissolvem com o tempo, liberando metais pesados como níquel e cobre, que contaminam o lençol freático e a água do rio. Os animais também são impactados. Peixes e aves aquáticas que frequentam o rio Iguaçu confundem as moedas com suas presas por causa do brilho. Se ingerirem, acabam sofrendo problemas sérios no organismo.

Além das moedas, foram encontrados crachás, pilhas, baterias, celulares, garrafas, sacolas plásticas e outros itens pessoais.