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Ursa mais triste do mundo morre em santuário ecológico

Ursa mais triste do mundo morre em santuário ecológico
Crédito: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

O Santuário Rancho dos Gnomos comunicou, nesta quarta-feira (24), a morte da ursa Rowena, anteriormente chamada de Marsha. Ela vivia no local há dez meses após ser resgatada pelo Instituto Luisa Mell de um zoológico no Piauí.

Em comunicado pelas redes sociais, Silvia e Marcos Pompeo, responsáveis pelo santuário, explicaram que Rowena mudou seu padrão de alimentação na última semana. Ontem ela teve um desconforto abdominal e foi medicada, mas horas depois teve uma convulsão e faleceu em seu recinto. Segundo a veterinária Carla Spechoto, que cuidou da ursa e acompanhou sua necropsia, Rowena morreu em função de complicações de um tumor ovariano muito grave com repercussão no cérebro.

Rowena ficou conhecida como a ursa mais triste do mundo. Ela sofreu por mais de 20 anos em circos itinerantes pelo país, quando era obrigada a se apresentar em troca de comida. Apreendida no Maranhão, foi levada para um zoológico no Piauí, onde viveu sob o calor absurdo de 40° durante sete anos.

A história da ursa comoveu o país. O Instituto Luisa Mell liderou uma campanha para resgatar Rowena e levá-la para o santuário no interior de São Paulo, onde foi construído um recinto especialmente para ela. No Rancho dos Gnomos, Rowena ganhou peso, trocou a pelagem e viveu dignamente. A trajetória da ursa foi contada no livro Amiga Ursa, escrito pela cantora Rita Lee.

Pelas redes sociais, a ativista Luisa Mell lamentou a morte da ursa. “Depois de tanto sofrimento, décadas de exploração, quando ela finalmente encontrou a paz, Deus a levou. Quero acreditar que ela cumpriu sua missão aqui e em paz, livre da exploração e do sofrimento que passou durante mais de 30 anos, descansou”, escreveu. Mell desejou ainda que a vida de Rowena seja vista como “exemplo para que a exploração do tráfico de animais, circos e zoológicos não façam mais vítimas como ela”.