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Caça pode extinguir “macaco da selfie” na Indonésia

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Caça pode extinguir “macaco da selfie” na Indonésia
Macaco da ilha de Sulawesi roubou a câmera e fez seu próprio retrato / Crédito: Macaco selvagem/David Slater/Caters News

O macaco que fez sucesso nas redes sociais após tirar várias selfies na câmera de um fotógrafo que trabalhava em seu habitat corre sério risco de desaparecer na Indonésia. Este macaco negro, com olhos de cor âmbar, da espécie macaca nigra, é vítima da caça e desmatamento.

Estes macacos vivem na selva, na ilha de Celebes, e são caçados pelo povo minahasan. Com a contínua redução de seu habitat, os animais se aventuram cada vez mais e se aproximam dos vilarejos, se tornando alvo fácil para a comunidade.

Os macacos são assados no fogo para chamuscar a pelagem, a fim de que a carne fique melhor conservada. Em um mercado da localidade de Tomohon, a carne destes primatas é apenas uma entre outras de animais exóticos cuja comercialização é proibida, como serpentes, ratos e morcegos.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie se reproduz menos que antes. Em 40 anos, a população de macaca nigra diminuiu mais de 80%, passando de 300 primatas por quilômetro quadrado em 1980, para 45 em 2011.

Cerca de 2 mil exemplares vivem em uma reserva de 8,7 mil hectares em Tangkoko, onde estão relativamente protegidos. São espécimes privilegiados, em comparação aos outros 3 mil das florestas da região.

Grupos de defesa do meio ambiente e autoridades têm feito amplo trabalho de conscientização para tentar salvar os macacos, abordando as comunidades no entorno da reserva, visitantes do mercado, escolas e igrejas.