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Justiça da África do Sul anula proibição da venda de chifres de rinoceronte

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Justiça da África do Sul anula proibição da venda de chifres de rinoceronte
Homens tentam levantar rinoceronte sul-africano; animal havia sido sedado para retirada dos chifres / Crédito: João Silva / The New York Times

O Tribunal Constitucional da África do Sul anulou, no final de março, a proibição do comércio de chifres de rinocerontes no país. Mais de 20 mil animais vivem na África, mais de 80% da população mundial da espécie.

A atividade é responsável pela morte de milhares de animais por ano. Caçadores matam os rinocerontes em busca do chifre, que é exportado aos mercados do Oriente Médio e Ásia, para emprego como símbolo de virilidade ou em miraculosas curas da medicina tradicional. De acordo com o WWF, o número de rinocerontes caçados na África do Sul aumentou 9 mil por cento de 2007 a 2014, atingindo o recorde de 1.215 animais. Em 2007, esse número era 13.

No ano passado, a Suprema Corte de Recursos, instância inferior da Justiça sul-africana, decidiu que a proibição imposta pelo governo ao comércio de chifres era ilegal. A moratória estava em vigor desde 2009. O apelo à Corte Constitucional foi a tentativa final do governo de manter a proibição.

Para os ambientalistas, qualquer comércio legalizado é uma abertura de portas para o aumento da caça furtiva. “Uma vez que não existe mercado para o chifre de rinoceronte na África do Sul, acabar com a proibição do comércio interno pode facilmente estimular o crescimento ilegal da atividade internacionalmente”, disse Leigh Henry, consultora sênior de políticas de conservação das espécies do WWF (World Wildlife Fund).