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Elefantas libertadas de circo serão levadas para santuário no Mato Grosso

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Elefantas libertadas de circo serão levadas para santuário no Mato Grosso
Maya (D) e Guida vivem há cerca de cinco anos em Paraguaçu

Após serem libertadas das apresentações circenses, duas elefantas foram levadas para uma propriedade particular. Contudo, em 2014, foi constatado que os animais estavam vivendo acorrentados, sem local com sombra e mal alimentados. Finalmente Maya e Guida, que têm cerca de 44 e 42 anos respectivamente, vão receber o tratamento que merecem e viver em paz no primeiro santurário para elefantes da América Latina, na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Em 2010, a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público (MP) da Bahia garantiu a liberdade das elefantas do Circo Internacional Portugal. Os animais foram enviados para a propriedade de Giuliano Vettori, advogado do circo, em Paraguaçu, em Minas Gerais. Com chegada dos animais, o MP da cidade instaurou um inquérito para acompanhar a situação de Maya e Guida.

De acordo com boletim de ocorrência da Polícia Militar de Meio Ambiente, lavrado em 2013, os animais não possuíam sombra, cobertura, nem alimentação adequadas a sua espécie. Vistoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), realizada em 2014, constatou que as elefantas estavam acorrentadas pelos pés e um dos animais encontrava-se abaixo do peso.

Em 16 de maio deste ano, o MP de Paraguaçu celebrou um TAC com a Portugal Produções Artísticas, responsável pelo Circo Portugal, para que as elefantas sejam enviadas, dentro de quatro meses, para o Santuário de Elefantes Brasil. Ele está sendo construído por uma organização não governamental de defesa dos direitos animais na cidade de Guarantã do Norte, no Mato Grosso, em um terreno de mil hectares.

A Associação Santuário de Elefantes comprometeu-se a retirar e transportar os animais até a Chapada dos Guimarães, também em 120 dias. A organização encaminhará ao MP relatórios mensais com informações sobre as condições dos animais em seu novo habitat. Foi determinado ainda que o Circo de Portugal abolirá definitivamente a exibição de animais nas suas apresentações em todo o território nacional. O prazo para cumprimento dessa cláusula é imediato.