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Cerrado é prioridade no programa de monitoramento ambiental

O Cerrado terá prioridade no Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, segundo o governo federal. O programa vai avaliar a cobertura vegetal, queimadas e recuperação da vegetação com um cronograma a ser implementado até 2020.

As metas preveem que haverá um monitoramento anual de desmatamento para o Cerrado já neste ano. Uma vigilância contínua para o Cerrado será implementada em dois anos.

Além do Cerrado, o programa abrange a Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa e Caatinga. Para a Mata Atlântica ocorrerá um monitoramento em 2017 e para os demais biomas, apenas em 2018.

Relembre a entrevista da Amda com Luiz Paulo Pinto, biólogo e mestre em ecologia, conservação e manejo da vida silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre o Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro. Em virtude de sua elevada riqueza biológica, endemismos (espécies com distribuição restrita ao bioma) e níveis de ameaça, o Cerrado é considerado um dos hotspots mundiais, ou seja, uma das prioridades para a conservação de biodiversidade em todo o mundo.

Dados da Embrapa Cerrados mostram a importância do bioma para a composição de oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras e para a segurança hídrica no país, principalmente com a atual crise. “Toda a água da bacia do Paraguai, por exemplo, é proveniente do Cerrado, ou seja, sem o Cerrado não existiria o Pantanal. Dado o inegável papel dos ecossistemas naturais do Cerrado na conservação dos recursos hídricos que, em diferentes graus, influencia a quantidade, qualidade e constância do suprimento de água doce, abre-se a perspectiva de somar forças e propósitos aos de conservação da biodiversidade no bioma”, comentou Luiz.

Desmatamento

O governo divulgou os primeiros dados do novo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter-B), indicando uma redução da área desmatada na Amazônia. Segundo o levantamento feito por satélite entre agosto de 2015 e abril deste ano, o desmatamento atingiu 3,6 mil quilômetros quadrados da região.

Em relação à Amazônia, o governo informou que o Deter-B mostrou uma redução da área desmatada em torno de 2,2 mil km² em relação ao levamento oficial (Prodes) divulgado no ano passado. O Prodes identificou um desflorestamento em 5,8 mil km².

“Ainda temos três meses críticos (de maio a julho) no combate ao desmatamento e temos de fazer esforços para que esta taxa de desmatamento caia. Mas o importante é que os números estão dentro do previsto pela fiscalização”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Os dados do Prodes incluem as informações colhidas entre agosto do ano anterior e julho do ano em curso.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo