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Bacia PCJ tem apenas 12,6% de cobertura florestal

Bacia PCJ tem apenas 12,6% de cobertura florestal
Rio Piracicaba integra bacia PCJ

Levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica alerta que a região abrangida pela bacia PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) conta apenas com 12,6% de florestas nativas. A pesquisa com dados de satélite cobriu 70 municípios paulistas da bacia, totalizando 14.178 quilômetros quadrados.

A cobertura florestal da bacia PCJ fica abaixo até do que restou de Mata Atlântica em São Paulo, 13,9%. Se as leis ambientais fossem cumpridas, a parcela preservada ficaria em torno de 30%. O levantamento mostra ainda que quase todos os rios da bacia carecem de florestas. De 25.556 km de margens mapeadas, somente 6.155 km (24%) possuem fragmentos de vegetação nativa maiores que um hectare.

A PCJ abastece 5,5 milhões de pessoas. Desses, cerca de 3 milhões moram na décima maior região metropolitana do Brasil: Campinas. Também sai desse manancial, por transposição, a água do sistema Cantareira, que abastece outros 5,3 milhões de habitantes da Grande São Paulo. Antes da crise hídrica, o sistema provia 9 milhões. A diferença é que, em torno das represas do Cantareira, 21,5% do terreno ainda é coberto por matas.

Conforme o levantamento, há 12 casos extremos entre os 70 municípios pesquisados pela SOS, com menos de 5% de sua área coberta por vegetação nativa. O pior cenário é encontrado em Hortelândia: apenas 1,3% do território tem árvores.

Outros rios

A organização também analisou as bacias dos rios Paraíba do Sul (SP/RJ) e Guandu (RJ). A bacia do Paraíba possui mais florestas que a PCJ: 26,4% da área tem vegetação nativa. A situação do Guandu e seus afluentes é ainda melhor: 62,2% de conservação e 2.558 km (61,9%) de rios com áreas de floresta próxima.

Segundo Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica, as imagens de satélite deixam claro que as principais manchas de vegetação nativa se encontram em unidades de conservação. É o caso do Parque Estadual de Itapetininga, do Monumento Natural da Pedra Grande e das áreas de proteção ambiental (APAs) de Jundiaí e Cabreúva. “É mais um exemplo de como as unidades de conservação são importantes para deter o desmatamento de nossas florestas naturais”, diz Hirota.

Com informações da Folha de São Paulo