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Governo de São Paulo cumpre apenas 0,67% da meta para reflorestar mananciais

Governo de São Paulo cumpre apenas 0,67% da meta para reflorestar mananciais
Árvores mortas na margem da represa Taiaçupeba

Lançado há mais de seis meses, o plano para reflorestar o entorno dos mananciais de São Paulo, uma das cidades mais castigadas pela crise hídrica, plantou até agora 30 dos 4.464 hectares previstos de vegetação nativa em até dois anos. Isso representa 0,67% da meta. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente da gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), outros 400 hectares estão programados para os próximos meses.

Estudo da ONG TNC (The Nature Conservancy) divulgado no ano passado mostrou que reflorestar uma pequena parte em volta das represas da Grande São Paulo, em torno de 3%, pode aumentar em até 50% a capacidade delas para o armazenamento de água. A ONG estima que a iniciativa custe por volta de R$ 200 milhões. Esse valor poderia ser recuperado pela diminuição no custo do tratamento de água, que teria mais qualidade.

A ideia do programa é não usar recursos públicos no reflorestamento. O dinheiro será repassado por empresas privadas que, segundo a lei, já são obrigadas a fazer a compensação ambiental de projetos com impactos negativos. Um programa semelhante havia sido lançado com outro nome em 2014, mas acabou repaginado neste ano em função da crise hídrica.

“Nesse período de seca, tecnicamente não vale a pena plantar, porque as mudas vão acabar morrendo”, afirma Patrícia Iglecias, secretária estadual de Meio Ambiente. Mesmo assim, ela garante que a meta dos dois primeiros anos do programa “será atingida” pelo governo.

“O governo vai precisar realmente correr para cumprir a meta. É bastante coisa, mas é factível”, afirma Márcia Hirota, da ONG SOS Mata Atlântica. “O que foi feito até agora parece pouco, mas não é”, disse.

Com informações da Folha.com