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Ibama dá sinal verde para usina térmica alimentada por carvão mineral

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu sinal verde para a implantação de uma usina alimentada por carvão mineral. Há nove anos o governo não contratava unidades deste tipo em função de seus impactos ambientais. A usina térmica Pampa Sul, projeto que pertence à empresa Tractebel Energia, recebeu a licença de instalação para ser construída em Candiota, no Rio Grande do Sul.

Pampa Sul tem previsão de iniciar operação em janeiro de 2019. Ao todo, o projeto da empresa é estimado em até R$ 1,9 bilhão, com aplicação de R$ 1 bilhão em equipamentos nacionais e R$ 900 milhões em importação. A Tractebel Energia, empresa do grupo GDF Suez, venceu o leilão de energia para construção da térmica em novembro do ano passado. Com 340 megawatts (MW) de capacidade instalada, a nova usina equivale a mais de 20% da energia gerada pelas 13 térmicas a carvão atualmente em operação, responsáveis por um total de 3.389 MW de potência.

Segundo informações da Agência Estado, a usina vai usar carvão mineral extraído da jazida de Candiota. O projeto prevê a construção de dois reservatórios para captação de água no rio Jaguarão. A térmica será conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio de uma linha de transmissão já existente, na cidade de Bagé.

Impactos ambientais

O principal impacto ambiental associado ao uso de carvão é o fato de este ser um recurso de origem fóssil, não-renovável. A queima desse combustível, como a de todos os derivados de carbono, gera CO2 (gás carbônico), o principal gás de efeito estufa, responsável pelo aquecimento e por mudanças climáticas em escala global. Quando o derivado de carbono (C) é fóssil, como no caso do carvão, petróleo, xisto e gás natural, são lançadas à atmosfera quantidades de C que estavam imobilizadas, contribuindo para aumentar o inventário de CO2 no meio ambiente. A vida média do CO2 na atmosfera é de cerca de cem anos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), como o carvão contém teores expressivos de enxofre, a sua queima provoca ainda o lançamento de dióxido de enxofre na atmosfera, um dos responsáveis pela chuva ácida, com graves problemas de poluição do meio ambiente.