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Terça Ambiental recebe mais de 200 pessoas para debater a crise hídrica de Minas Gerais

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Terça Ambiental recebe mais de 200 pessoas para debater a crise hídrica de Minas Gerais
Dalce Ricas e Marília Melo respondem perguntas do auditório na Terça Ambiental / Crédito: Júlia Mól

Mais de 200 pessoas estiveram presentes na última edição da Terça Ambiental, realizada no dia 31 de março, no auditório do Senac. A Secretária Adjunta de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho de Melo foi a palestrante do evento, e falou sobre o cenário da crise hídrica de Minas Gerais. Dalce ricas, superintendente executiva da Amda, participou, junto com Marília, de mesa de perguntas ao final do evento, respondendo as dúvidas dos presentes.

A Secretária Adjunta iniciou o evento apresentando números sobre o consumo, distribuição e disponibilidade de água no Brasil e no mundo. Ela explicou que, mesmo em época de crise, o Brasil tem disponibilidade hídrica maior que outros países.

“Se comparativamente o Brasil está em situação privilegiada com relação a outros países, precisamos saber porque estamos em crise”, afirma Marília.

Segundo Marilia Melo a gestão estratégica do estado tem muitos instrumentos de planejamentos para enfrentar a atual crise hídrica, mas se mesmo com estes instrumentos estamos enfrentando uma crise, precisamos entender perceber o que está acontecendo com a água no Brasil. “Estes instrumentos não são bons, ou eles não foram efetivados?”, questiona a Secretária.

Marília explicou que o problema tem duas vertentes: “Primeiro, quando se iniciou o processo, alguns planos ficaram muito amplos, e não traziam um diagnóstico de prioridades de investimentos. Por outro lado, outros planos de ações são muito bons, mas falta recurso para colocá-los em prática. Dentro de plano de recursos hídricos tem saneamento, tem ação de uso e ocupação de solo, que são competências primárias do município, e não do Estado. Pensar nestes instrumentos de planejamento no território articulado com outras políticas públicas é fundamental, ou então você não implementa os planos de ação.”

Para finalizar a palestra, Marília citou uma frase do Projeto Conservador das Águas, de Extrema, Minas Gerais: “Quem mantém a floresta viva, não precisa de volume morto”, que exemplifica a importância da preservação das florestas para manutenção das nascentes e consequentemente da água.