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China proíbe importação de marfim por um ano

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China proíbe importação de marfim por um ano
Comércio ilegal de marfim vem dizimando população de elefantes / Crédito: Arquivo / Jens Wolf / DPA / AFP Photo

A China proibiu, a partir desta sexta-feira (27), a importação de produtos de marfim. A medida, que vale por um ano, aconteceu depois que várias organizações denunciaram que a demanda pelo produto no país asiático estava acabando com a população de elefantes na África.

No anúncio, a Administração Florestal Estatal da China explicou que a medida corresponde ao interesse do país de proteger os elefantes africanos. Segundo o órgão, o período no qual a medida estará em vigor foi pensado para poder estudar seus efeitos.

Na semana passada, o naturalista britânico David Attenborough e outras 70 personalidades importantes do país pediram ao presidente da China, Xi Jinping, que pusesse um fim ao comércio de marfim e que educasse a população sobre “o verdadeiro custo mortal” dessa matéria-prima.

ONGs dedicadas à proteção do meio ambiente e dos animais denunciaram que máfias chinesas e a corrupção fizeram o tráfico de marfim disparar em alguns países africanos, como a Tanzânia, para satisfazer a alta demanda pelo produto na China. As organizações chegaram a informar que delegações de dirigentes chineses do alto escalão foram “usadas para o contrabando de marfim” em visitas diplomáticas à Tanzânia.

De acordo com estudo publicado no final do ano passado no Proceedings of the National Academy of Sciences, estima-se que 100.000 elefantes foram vítimas da caça entre 2010 e 2012. A atividade é responsável pela redução de 2% a 3% da população desses animais no continente africano. Atualmente, o comércio ilegal de marfim lucra cerca de meio bilhão de dólares a cada ano. Embora sejam feitos grandes esforços para combater a prática, a taxa de sucesso é de apenas 10%. Estimativas conservadoras calculam que atualmente existam por volta de 400 mil elefantes africanos no mundo.