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Cachorros invadem unidades de conservação e ameaçam fauna nativa

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Cachorros invadem unidades de conservação e ameaçam fauna nativa
Cães domésticos invadem áreas protegidas e ameaçam fauna nativa / Crédito: parquedotabuleiro.blogspot.com.br

Os centros urbanos estão cada vez mais pertos de unidades de conservação. Esta expansão desenfreada é responsável por inúmeros prejuízos ao meio ambiente, entre eles desmatamentos, queimadas e incêndios florestais. Além disso, as áreas de preservação têm enfrentado outro problema: a invasão de cachorros domésticos.

Uma vez soltos em áreas protegidas, os cachorros podem se transformar em grandes caçadores, perseguindo e matando a fauna nativa. Os cães domésticos são exóticos, ou seja, não fazem parte da fauna brasileira e por isso causam desequilíbrio ecológico no ambiente.

Segundo informações do blog do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, localizado em Santa Catarina, as Emas da Baixada do Maciambu, por exemplo, não podem mais ser vistas, pois foram localmente extintas pelo ataque de cães domésticos da região. Outros animais também sofrem com os ataques: pacas, cutias, capivaras, lagartos, preás, tamanduás, cachorro-do-mato, mão-pelada etc.

Em Minas Gerais, a unidade de conservação que mais sofre com o problema é o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, devido à proximidade com áreas urbanas. Há relatos de matilhas formadas por cães abandonados que dizimam a fauna silvestre. Esta situação só poderia mudar com investimento em educação ambiental contínua, castração gratuita e fiscalização constante nos limites do parque. Nenhuma das três ações mereceu atenção do governo do estado ou das prefeituras de Nova Lima, Belo Horizonte, Brumadinho e Ibirité, que se beneficiam com o ICMs gerado pelo parque e com a água que ele protege.