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Adote um ninho e salve as araras-azuis

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Adote um ninho e salve as araras-azuis
Arara-azul / Crédito: projeto Arara Azul

Agora você pode adotar um ninho e contribuir para a preservação da arara-azul, o maior psitacídeo do mundo. A iniciativa é da bióloga e idealizadora do projeto Arara Azul, Neiva Guedes, que há 24 anos realiza pesquisas e coordena o monitoramento de ninhos naturais e artificiais no Pantanal. A campanha Adote um Ninho foi lançada oficialmente no dia 19 de novembro em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com o anúncio de 45 ninhos apadrinhados por músicos, cantores, cineastas, escritores, cartunistas e empresários. Entre os famosos que já aderiram à campanha estão Carlos Saldanha, produtor dos filmes Rio e Rio2, os músicos Luan Santana, Xitãozinho e Chororó, Gabriel Sater, Michel Teló e o cartunista e escritor Ziraldo.

O apadrinhamento inclui a fabricação e instalação de um ninho artificial próprio para araras e seu monitoramento durante um ano. Os padrinhos recebem informes periódicos com imagens de “seus” ninhos e terão o direito de batizar possíveis filhotes que nascerem ali. Os pequenos receberão uma anilha com numeração exclusiva e um microchip para acompanhamento. Eles serão monitorados sistematicamente até conseguirem voar e viver por conta própria.

História

Há 24 anos, o projeto Arara Azul desenvolve pesquisas sobre a arara-azul, conquistando repercussão internacional. No Pantanal Sul, estas aves são bastante seletivas, pois 95% de seus ninhos são encontrados em uma única espécie arbórea: o manduvi (Sterculia apetala). Além da perda natural, os maduvis estão desaparecendo em função de queimadas, desmatamentos e excesso de pisoteio pelo gado.

Após duas décadas de atuação do projeto, a arara azul saiu da categoria “em perigo de extinção” e passou para “vulnerável”, ampliando as populações. O novo programa de adoção de ninhos visa multiplicar os bons resultados alcançados até agora, com a participação direta das pessoas interessadas.

Além de providenciar uma alternativa temporária com os ninhos artificiais, a equipe do projeto realiza um trabalho constante de educação ambiental. Entre outras coisas, ensina os fazendeiros pantaneiros a reconhecer e a proteger os manduvis jovens, para que cheguem ao tamanho ideal para abrigar um ninho. A conservação das palmeiras das quais as aves se alimentam também é fundamental. No Pantanal, as espécies mais importantes são a bocaiúva (Acrocomia aculeata) e o acuri (Scheelea phaleata).

O projeto Arara Azul conta com recursos e apoio logístico da Universidade Anhanguera Uniderp, Fundação Toyota do Brasil, Refúgio Ecológico Caiman e Bradesco Capitalização, entre outros.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail projetoararaazul@gmail.com ou pelo telefone (67) 3222 1205.

Espécie da vez:
Arara-azul: bela, inteligente e altamente ameaçada