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Parque Estadual do Rola Moça novamente em chamas

Parque Estadual do Rola Moça novamente em chamas
Incêndio destrói Parque Estadual do Rola Moça / Crédito: Amda

Press Release

Belo Horizonte, 13 de outubro de 2014 – Uma nova catástrofe ambiental assola o Parque Estadual da Serra do Rola Moça. Desde ontem (12), a unidade de conservação está, novamente, em chamas. Três focos foram identificados neste domingo, sendo dois no bairro Jardim Canadá, região metropolitana de Belo Horizonte. Estima-se que, com os incêndios anteriores, 50% do parque já foram destruídos e 80% da área em recuperação com plantio de mudas foram queimadas.

Brigadistas voluntários da Amda e um funcionário do parque conseguiram debelar, agora há pouco, o foco que estava perto da portaria da unidade de conservação. Em outros dois pontos, as chamas ainda consomem a vegetação.

As equipes das brigadas da Amda em parceria com as empresas Gerdau, Ferrous, Vallourec e Vale estão atuando. Com apoio da Brigada 1, os brigadistas continuam em combate no manancial da Catarina, dentro do parque. As chamas também consomem a serra da Calçada, localizada na zona de amortecimento do parque. Se não for debelado, o fogo vai destruir a serra, que pode ser transformada no Monumento Natural da Serra da Calçada, e entrar no parque.

“O fogo foi tão violento que destruiu a maior parte das grotas, locais onde as matas ciliares são mais densas. Com isso, vários animais ficaram sem abrigo e morreram queimados. Um preá foi encontrado com focinho e patas queimadas. O animal foi sacrificado devido a tamanho sofrimento”, relata Dalce Ricas, superintendente executiva da Amda, que atuou como brigadista voluntária. Segundo Dalce, a unidade de conservação não possui um caminhão pipa para combate e, o único veículo da Copasa que poderia auxiliar no combate está quebrado.

Para ela, a ação do PrevIncêndio não foi eficaz. “Apesar da dedicação do coordenador Rodrigo Belo, o órgão se mostrou ineficiente para combater os incêndios, principalmente no que se refere à prevenção. Em comemoração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, centenas de fogos de artifício foram acionados durante todo o domingo. Suspeitamos que este pode ter sido o responsável pelo início da catástrofe ambiental no Rola Moça. Se houvesse planejamento no PrevIncêndio, haveria vigilância diante de um evento como este”, alerta.

Dalce também critica a postura das cidades do entorno do parque. “Embora recebam ICMS ecológico pelo parque, as prefeituras de Ibirité, Brumadinho e Nova Lima não prestaram ajuda ao combate. Além dos prejuízos ambientais, há prejuízos econômicos, como a queima da rede da Cemig que passa dentro da unidade de conservação. A empresa também não tem participação em ações de prevenção ou combate ao incêndio. Boa parte das cercas e encanamentos foram queimados”, pontua.

Para mais informações: (31) 3291 0661