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Polônia condena mulher pela morte de 2 milhões de abelhas

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Polônia condena mulher pela morte de 2 milhões de abelhas
Tribunal da Polônia condenou mulher pela morte de 2 milhões de abelhas / Crédito: AFP Photo/Philippe Huguen

Uma corte da Polônia sentenciou uma mulher a quatro meses de prisão com direito a sursis (dispensa do cumprimento de uma pena, no todo ou em parte) após ser considerada culpada de matar dois milhões de abelhas pelo uso excessivo de um pesticida contra mosquitos. A mulher era encarregada de uma operação mata-mosquitos.

De acordo com a agência de notícias France Presse, a Justiça polonesa apontou que ela usou um pesticida sem a autorização necessária do Ministério da Saúde. “A operação também poderia ter custado vidas humanas”, disse Lucjan Furmanek, diretor da associação de apicultores de Gorlice, sudeste da Polônia. “Eu espero que a decisão da corte evite outros imprudentes desastres ambientais”, acrescentou.

A decisão do tribunal abre a porta para que apicultores possam entrar com uma ação civil por danos vinculados à morte maciça de abelhas, que se seguiu à operação de pulverização do inseticida, em 2010. Inundações registradas naquele ano na cidade de Biecz estimularam um nascimento extremamente alto de mosquitos nas águas paradas.

Ameaças

Investigações científicas sugerem que agrotóxicos, como os neonicotinoides, provocam intoxicação nas abelhas. Esse fenômeno é chamado de distúrbio do colapso das colônias, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem fora delas, após o corpo sofrer uma espécie de “curto-circuito” devido à excessiva exposição aos componentes químicos.

Em abril do ano passado, a União Europeia votou por implantar uma moratória de dois anos, valendo a partir de julho, para este grupo químico de inseticidas. A decisão foi tomada mesmo com manifestações contrárias do setor agrícola, que alega não haver dados suficientes sobre o impacto dos produtos nas populações de abelhas.

Já os Estados Unidos, que também analisam o emprego desses compostos, divulgaram no começo de maio de 2013 que quase um terço das abelhas de colônias morreu no último inverno (2012-2013) e, nos últimos seis anos, as taxas de mortalidade atingiram 30,5%. A exposição a inseticidas é uma das hipóteses avaliadas pelo Departamento de Agricultura do país.

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