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Minas Gerais tem mais de 500 áreas contaminadas identificadas em 2013

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De acordo com o Inventário de Áreas Contaminadas do Estado de Minas Gerais, com dados de 2013, existem 554 áreas contaminadas em Minas Gerais, 5% a mais em relação a 2012. O documento é elaborado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), entidade que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), e foi divulgado no dia 20 de dezembro.

A Feam é responsável pelo gerenciamento de 357 áreas contaminadas, enquanto as outras 197 ficam a cargo da prefeitura de Belo Horizonte. Uma área contaminada é caracterizada pela presença de substâncias químicas no solo ou nas águas subterrâneas que possam causar riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. Essas substâncias geralmente aparecem em decorrência da atividade humana.

Segundo o inventário, em relação às áreas gerenciadas pela Feam, a principal atividade causadora de contaminação é representada por postos de combustíveis, com 69% das áreas identificadas, seguindo-se pela indústria metalúrgica (14%) e atividade ferroviária (7%). Dos 357 locais, 176 foram classificados como áreas contaminadas sob intervenção.

Áreas onde estão sendo realizados estudos ambientais iniciais com vistas à caracterização de uma possível contaminação são classificadas como Áreas Contaminadas Sob Investigação, totalizando, em 2013, 67 locais. Outros 103 pontos estão na etapa de monitoramento para reabilitação e 11 finalizaram o processo e já foram reabilitadas para uso declarado.

A maior concentração das áreas está na região Central de Minas, com 31%, seguido pela Zona da Mata (14%), Leste Mineiro (13%), Sul de Minas (12%), Triângulo Mineiro (12%), Alto São Francisco (9%), Norte de Minas (4%), Noroeste Mineiro (4%) e Jequitinhonha (1%). Os municípios com maior número de áreas contaminadas são Betim (25), Uberaba (15), Juiz de Fora (13) e Nova Lima (13).

Com informações do portal Faria e Braga Advogados