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Somente 90 empresas são responsáveis por 66% das emissões de gases do efeito estufa

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Somente 90 empresas são responsáveis por 66% das emissões de gases do efeito estufa
Crédito: Shutterstock

Apenas 90 empresas são responsáveis por causar dois terços, ou 66%, das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) ligadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas recentes. A lista inclui 50 empresas privadas, como a Chevron, a Exxon e a BP, 31 estatais, como a árabe Saudi Aramco, a russa Gazprom e a norueguesa Statoil, e nove governamentais, localizadas principalmente na China, União Soviética, Coreia do Norte e Polônia. Os dados são de estudo desenvolvido pelo Instituto de Responsabilidade Climática.

O estudo indica que as 90 companhias da lista produziram, entre 1854 e 2010, cerca de 914 gigatoneladas de emissões de CO2, ou 63% das emissões globais cumulativas de dióxido de carbono industrial e metano. Foram 315 gigatoneladas produzidas pelas empresas privadas, 288 pelas estatais e 312 pelas governamentais. Além disso, 30% de toda a liberação de CO2 foi produzida por apenas 20 das maiores poluidoras.

A pesquisa aponta que firmas governamentais de petróleo e carvão na ex-União Soviética produziram mais emissões de gases do efeito estufa do que as de qualquer outro país, com 8,9%. Em segundo lugar aparecem as empresas governamentais da China, com 8,6% da liberação.

Já a Chevron foi a maior emissora no quesito de companhias privadas, com 3,5% da liberação de GEEs, seguida pela Exxon, com 3,2%, e pela BP, com 2,5%. Os dados de emissões históricas foram coletados do Centro de Informação e Análise de Dióxido de Carbono, que leva em conta a liberação de CO2 de toda a cadeia de suprimentos.

Segundo os autores da pesquisa, a grande maioria das companhias está em setores ligados à produção de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão. “Há milhares de produtores de petróleo, gás e carvão no mundo. Mas os tomadores de decisão, os CEOs ou os ministros de carvão e petróleo […] poderiam todos caber em um ônibus ou dois”, comentou Richard Heede, cientista climático e principal autor da pesquisa. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Carbono Brasil, várias das empresas listadas possuem enormes reservas de combustível fóssil que, se consumidas, exporiam o mundo a riscos ainda maiores de mudanças climáticas.