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Agência da China quer abolir testes em animais para cosméticos a partir do próximo verão

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A Agência de Alimentos e Drogas da China (AADC) anunciou que tem planos para dar fim, no próximo verão, ao requerimento compulsório de testes realizados em animais para cosméticos fabricados dentro do país. Grupos de defesa animal estimam que, apenas na China, 300 mil coelhos, ratos, entre outros animais, sejam usados para testar cosméticos no período de um ano.

Com o novo projeto, companhias chinesas produtoras de cosméticos não definidos como “de uso especial”, como xampus ou perfumes, serão autorizados a pararem de testar seus produtos em animais e usar os dados já arquivados (para matérias-primas catalogadas) e testes que não utilizem animais validados pela União Europeia (para novas substâncias). Para ativistas de direitos animais, a mudança salvará milhares de vidas.

Para Troy Seidle, diretor da divisão Be Cruelty Free (Esteja Livre de Crueldade) da Humane Society Internacional (HSI), essas notícias da China são um grande marco na campanha contra crueldade e podem constituir um divisor de águas significante no esforço global para dar fim aos testes que a indústria de cosméticos realiza em animais ao redor do mundo.

A AADC também declarou que talvez o novo sistema seja ampliado para incluir também produtos importados, o que a HSI acredita que removeria barreiras comerciais e permitiria que companhias livres de crueldade vendam seus produtos na China.

Brasil

Enquanto isso, no Brasil, os vereadores de Sorocaba, em São Paulo, aprovaram, na última quarta-feira (20), projeto de lei de autoria de José Francisco Martinez (PSDB) que proíbe no município experimentações com animais para testes de cosméticos, produtos de limpeza e higiene, de nutrição animal e demais produtos das indústrias químicas.

De acordo com o projeto, só serão permitidas pesquisas que não causem danos ou sofrimento ao animal e tenham por finalidade o teste de fármacos para tratamento de doença grave, produção de vacinas ou para fins didáticos, mesmo assim, se não existir método alternativo. O projeto recebeu parecer favorável da Comissão de Justiça.