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Brasil terá ferramenta para medir redução de gases do efeito estufa

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Uma ferramenta de engenharia vai monitorar o andamento dos planos setoriais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas nas áreas de indústria, transportes, energia e agricultura. O secretário nacional da Secretaria de Mudança do Clima e Qualidade ambiental da pasta, Carlos Augusto Klink, anunciou a contratação de uma consultoria ao custo de R$ 800 mil para criar tal instrumento. Os planos setoriais fazem parte da política brasileira para cortar emissões de gases até 2020.

Com a criação da ferramenta, o governo tentará as metas de redução de gases de efeito estufa que integram a Política Nacional sobre Mudanças do Clima. Seu objetivo é cortar entre 36,1% e 38,9% as emissões projetadas para o país até 2020.

De acordo com o Inventário Nacional de gases-estufa, lançado este ano pelo governo, que avaliou o período entre 2005 e 2010, a área de energia aumentou em 21,4% suas emissões e o setor industrial 5,3%. Já um levantamento feito por uma rede de organizações ambientais do país e que analisou as emissões entre 1990 e 2012 mostrou que os gases da geração de energia passaram de 193 milhões de toneladas de CO2 em 1990 para 436 milhões de toneladas em 2012, alta de 126% em 22 anos. Emissões da indústria aumentaram 65%, segundo o mesmo estudo.

O compromisso de redução das emissões foi assumido de forma voluntária pelo Brasil em 2009, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 15, realizada em Copenhague. Outros dois projetos também estão em andamento e focam no combate ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado.