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Até 2100, acidificação dos oceanos deve aumentar 170%

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Cientistas acreditam que, até o ano de 2100, a acidificação dos oceanos irá aumentar 170%, colocando em risco a rica biodiversidade marinha. De acordo com eles, cerca de 30% das espécies marinhas não devem sobreviver nessas novas condições, que são particularmente prejudiciais aos recifes de coral. As informações constam em um relatório produzido no ano passado por mais de 500 especialistas em acidificação dos oceanos.

Os cientistas explicam que o aumento na acidez é causado pelas atividades humanas, que estão adicionando 24 milhões de toneladas de CO2 nos oceanos diariamente alterando a química da água. O estudo reforça a estimativa de que os oceanos estão ficando mais ácidos em uma velocidade sem precedentes nos últimos 300 milhões de anos, que já havia sido divulgada no ano passado em estudo publicado na revista Science.

Desde o início da revolução industrial, os cientistas acreditam que as águas dos oceanos ficaram 26% mais ácidas. Pesquisas realizadas em fontes hidrotermais nas profundezas dos oceanos, nas quais as águas são naturalmente ácidas graças ao CO2, indicam que cerca de 30% da biodiversidade marinha poderá ser perdida até o fim deste século.

Por enquanto, os efeitos da acidificação podem ser observados de forma mais grave no Mar Ártico e na região da Antártida. Essas águas geladas retêm uma quantidade maior de CO2 e os crescentes níveis do gás estão acidificando esses mares mais rapidamente do que no resto do mundo. Pesquisadores afirmam que até 2020, 10% do Ártico será um ambiente inóspito para espécies que fazem suas conchas a partir do carbonato de cálcio. Até 2100, todo o Ártico será um ambiente hostil.