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Imazon revela que desmatamento ilegal no Pará aumentou 151% no período 2011/12

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O desmatamento ilegal no Pará cresceu 151% entre 2011 e 2012. Segundo dados do Boletim Transparência Manejo Florestal Estado do Pará 2011-2012, divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a área total de exploração madeireira foi de 157,2 mil hectares de florestas, dos quais 122,3 mil hectares (78%) não foram autorizados e 34,9 mil hectares mil (22%) foram liberados para manejo florestal.

O boletim informa que as áreas exploradas não autorizadas tiveram maior ocorrência no sudoeste do Pará (32% – Uruará e Trairão). O restante ocorreu no sudeste (19% %u2013 Paragominas e Ulianópolis), Marajó (17% %u2013 Portel e Bagre), nordeste (16% – Tailândia e Mojú) e Baixo Amazonas (16% %u2013 Prainha e Santarém).

Considerando as florestas afetadas pela exploração ilegal de madeira, a maioria (67%) situava-se em áreas privadas, devolutas ou sob disputa; outras 25% em assentamentos de reforma agrária; e 8% em áreas protegidas. Ainda de acordo com o documento, apenas 2.055 hectares de exploração ilegal de madeira foram encontrados em Terras Indígenas (TI), sendo que a TI Anambé, situada no município de Moju, concentrou 41% desse total.

Já em Unidades de Conservação (UCs) foram 8.037 hectares de florestas exploradas ilegalmente. As mais degradadas foram a Floresta Nacional (Flona) de Itaituba II (48% do total detectado), Flona do Trairão (30%) e Flona do Jamanxim (10%).

O Imazon destaca, conforme reportagem do Instituto Carbono Brasil, que analisando as áreas dos planos de manejo entre 2007 e 2012, das 715 autorizações de exploração florestal avaliadas (476.454 hectares), a quase totalidade (99% ou 473.662 hectares) continua conservada e apenas 1% (2.792 hectares) foi desmatada. Em relação ao período anterior, foi observado um aumento de desmatamento de 300 hectares.