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Justiça russa nega pedido de fiança para libertação de ativistas do Greenpeace

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A apelação de advogados do Greenpeace para que os 30 ativistas presos pudessem responder em liberdade, mediante fiança, ao inquérito aberto após protesto da ONG, foi negado pela Justiça russa. O Comitê de Investigação do país divulgou, ontem (23), nota informando que a acusação de pirataria foi retirada e passou a indiciar o grupo por vandalismo. Apesar do anúncio, a nova acusação ainda não foi formalizada.

Os ambientalistas foram detidos no dia 18 de setembro após uma ação de protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. Com a mudança na acusação, os ativistas podem ser condenados a até sete anos de reclusão – antes, eles poderiam pegar até 15 anos.

O Greenpeace Internacional rechaça a acusação: “vamos contestar veementemente as acusações de vandalismo, assim como fizemos com as acusações de pirataria. Ambas são fantasiosas, sem qualquer relação com a realidade. Os ativistas protestaram pacificamente contra os planos da empresa Gazprom de explorar petróleo no Ártico e devem ser libertados”, pontuou a nota divulgada pela ONG. A campanha pela libertação do grupo já recebeu o apoio de mais de 1,7 milhão de pessoas que escreveram para embaixadas russas.

De acordo com informações no site do Greenpeace, as manifestações de apoio também têm chegado da esfera política. Nesta quarta-feira (23), o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que fará um pedido oficial ao parlamento russo pela libertação de Ana Paula Maciel, a bióloga brasileira que está presa junto com os outros ativistas.

Na União Europeia, mais de 90 membros do Parlamento Europeu assinaram uma nota de solidariedade pedindo a imediata libertação dos ativistas. Os parlamentares, de 20 países, também reivindicaram que a extração de petróleo no Ártico seja banida.

Os detidos estão em prisão preventiva até, pelo menos, 24 de novembro.