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Grupo de proteção animal pede proibição nacional dos testes em bichos para cosméticos

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Grupo de proteção animal pede proibição nacional dos testes em bichos para cosméticos
Coelho submetido a testes / Crédito: People for the Ethical Treatment of Animals (Peta)

No dia 30 de setembro, o grupo de proteção animal Humane Society International (HSI) enviou um relatório ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) pedindo a proibição no território nacional dos testes em animais para cosméticos. O Concea, uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT), discutirá o documento nos próximos dias 23 e 24 de outubro.

A HSI considera os testes em bichos antiéticos, uma vez que causam dor aos animais em nome do consumo de produtos dispensáveis e podem ser substituídos por outras técnicas, que já são adotadas por empresas da indústria da beleza que se desassociaram desse tipo de prática.

O relatório da HSI fornece evidências que mostram que empresas de cosméticos não precisam testar seus produtos ou ingredientes em animais para inovar. Na realidade, um número crescente de países – os 28 Estados-membros da União Europeia, assim como Israel e Índia – já baniram os testes em animais para cosméticos. Empresas livres de crueldade associam os testes sem animais já disponíveis, que fornecem resultados mais previsíveis do que os testes que fazem uso de animais, com ingredientes existentes que têm uma longa história de uso em cosméticos.

De acordo com informações da HSI, no Brasil, os coelhos ainda são largamente utilizados em testes de irritação ocular e cutânea para produtos de consumo. Desenvolvido na década de 1940, esses testes consistem em segurar o corpo do coelho em uma posição na qual não possam se mover para que os produtos químicos sejam pingados nos olhos ou colocados na pele raspada. Esses testes não são confiáveis segundo o grupo de proteção animal, bem como extremamente desagradáveis, causando vermelhidão nos olhos, inchaço, úlceras, cegueira ou rachaduras na pele e sangramento. Ao contrário dos humanos, os coelhos não têm dutos lacrimais e, por isso, não podem expelir essas substâncias nocivas para fora dos olhos. Ainda conforme a HSI, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem em sua diretriz até mesmo um teste que utiliza substâncias químicas na genitália dos coelhos. Esse teste já foi abandonado amplamente em vários lugares.

Junto com o relatório, a HSI enviou também uma petição. Intitulada Liberte-se da Crueldade Brasil, a iniciativa faz parte da maior campanha mundial para acabar com os testes em animais para cosméticos. No Brasil, os grupos de defesa dos animais ARCA Brasil, ProAnima e o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal são parceiros da Liberte-se da Crueldade.

Enquanto o governo não se posiciona, as atitudes dos consumidores têm grande peso. Confira a lista das empresas que fazem testes em animais e as que não fazem.

Assista também à animação produzida pela HSI para conscientizar as pessoas a respeito das crueldades que podem estar por trás dos produtos de beleza que são levados para casa. Acesse aqui uma página da organização com perguntas frequentes sobre os testes em animais realizados no Brasil.

Junte-se à campanha mundial Liberte-se da Crueldade! Assine a petição e pesquise sobre as empresas antes de adquirir seus produtos.