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Matriz energética brasileira precisa ser repensada urgentemente

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A política energética no Brasil, especialmente na Amazônia, não produz somente energia hidrelétrica, produz também impactos ambientais. Para os criadores, subvencionadores e administradores da política energética, os povos são encarados como um problema a ser resolvido para a instalação de algum projeto, e é por isso que a perspectiva de ver os atingidos como cidadãos é negada, por isso que não é energia limpa, pois "suja" o ambiente com os impactos ambientais e gera pobreza.

É sob esse eixo que Reinaldo Correa Costa, da revista Geografia, desenvolve uma minuciosa análise das hidrelétricas no Brasil, destacando os impactos causados por elas no ambiente.

"As hidrelétricas na Amazônia brasileira infelizmente não podem ser consideradas ‘empreendimentos-modelo’ de desenvolvimento," afirma Costa. "Um bom exemplo é a Usina de Balbina (AM), que alagou grande parte da floresta, causou tremendos impactos socioambientais e que não gera nem energia suficiente para abastecer Manaus."

Para ele, não há nenhuma grande obra que provoque grandes alterações no meio natural e social como as barragens de grande escala, principalmente em ambiente tropical. "Para entendermos a realidade das hidrelétricas temos que vê-las em suas totalidades, assim alguns elementos da análise se fazem necessários, tais como: espaço total; clima; geomorfologia-geologia; hidrografia; situação geoeconômica; mercado; capitais, impactos das hidrelétricas; espaços herdados da natureza e alterações territoriais," afirma.

Além disso, existe a questão do grande desperdício, também mencionado por Costa. Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o setor industrial desperdiça 31% de energia e o setor residencial, 25%.

Trazendo outras informações de valor, a reportagem de Reinaldo Costa pode ser lida na íntegra no site da Revista Geografia.