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Aterro de Sabará estuda possibilidade de explorar biogás

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O aterro Sebastião Costa em Sabará, que recebe lixo de Belo Horizonte e de várias cidades da Região Metropolitana, estuda a possibilidade de explorar biogás no local. Segundo um dos responsáveis pelo contrato do aterro, a expectativa é de que isso aconteça daqui a dois anos, com um volume de compactação maior da unidade.

O tema foi debatido nesta terça-feira (11) durante do 1º Encontro Técnico de Operacionalidade de Aterros Sanitários, realizado no Centro de Tratamento de Resíduos Macaúbas, em Sabará. O evento reuniu representantes de prefeituras de cerca de 20 cidades mineiras.

A produção do biogás pode ser revertida em uso de energia, venda de crédito de carbono e redução da emissão de gás metano – que é 21 vezes mais poluente que o gás carbônico. O Centro de Tratamento de Resíduos Macaúbas, em Sabará, é o maior aterro de Minas em capacidade operacional.

No estado, os lixões ainda são uma realidade em 45% dos municípios. Até dezembro de 2009, esses espaços haviam sido erradicados em 55% das 853 cidades de Minas, segundo dados do Programa Minas sem Lixões. A expectativa é que, até 2011, 80% dos municípios mineiros eliminem essas áreas e procurem alternativas para descartar os resíduos de forma ambientalmente correta.

A coordenadora técnica do Minas sem Lixões, Vera Lanza, diz que os maiores problemas identificados nos aterros é a falta de compactação e recobrimento dos resíduos, além de dificuldades de compactação nos períodos chuvosos e mal cheiro provocado pela má operação. O descarte de resíduos da construção civil também é uma preocupação. “Em muitos municípios, eles são descartados em áreas de preservação permanente”, afirma Vera.

Segundo Juliana Pacheco, analista ambiental da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), outra meta para 2011 é que 60% da população urbana sejam atendidos pela disposição adequada de resíduos.

* Com informações do jornal Hoje em Dia