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Abraço na Serra da Moeda

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Cerca de 7 mil pessoas de participaram, na manhã de ontem, do terceiro encontro anual pela preservação da Serra da Moeda, na rampa de decolagem do Clube do Voo Livre, em Moeda. O evento, que mobilizou comunidades de toda a região da Serra da Moeda, teve seu encerramento marcado por um abraço coletivo na montanha.

Atualmente, a grande preocupação dos organizadores é a ameaça de nova intervenção, com a reativação da antiga Mineração Vista Alegre, apelidada de Serrinha. O projeto é da Ferrous Resources do Brasil. O emprendimento pode ter como conseqüência o secamento do aquífero da região, o que comprometeria o abastecimento de água de todos os municípios no entorno da serra, bem como da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além da questão do abastecimento, o biólogo Vinícius Barbosa de Assis, que trabalha com danos ambientais provocados pela mineração há 15 anos, lembra que o alto da serra é um das poucas áreas onde ainda se encontra a vegetação chamada de Canga, que só cresce próxima ao minério.

“Ali há espécies endêmicas (que só existem no local) e que ainda nem foram estudadas”, afirma o biólogo, ressaltando a importância da preservação da Canga. Ele explica ainda, somente há três anos a mineradora Vale assumiu a responsabilidade de recuperar áreas de Canga, por isso,.ainda é cedo para um retorno biológico signficativo.

Outra reivindicação dos organizadores é a criação de um corredor ecológico na Serra da Moeda, que tem mais de 1,7 mil metros de altitude. O corredor é uma faixa de vegetação que liga áreas florestais ou unidades de conservação que foram separadas pela atividade humana, proporcionando à fauna o livre trânsito entre regiões protegidas.

O corredor é considerado a única alternativa possível para a manutenção da biodiversidade na Serra da Moeda, uma vez que integraria harmonicamente parques e reservas a centros urbanos, além de atividades industriais e extrativistas.

* Com informações do Estado de Minas