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Contaminação de água em São Gonçalo do Abaeté é motivo de audiência pública

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Contaminação de água em São Gonçalo do Abaeté é motivo de audiência pública

Na sexta-feira (09/04), deputados das comissões de Minas e Energia e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembléia Legislativa de Minas Gerais fizeram audiência pública conjunta para apurar denúncias da comunidade Beira-Rio, localizada na divisa dos municípios de São Gonçalo do Abaeté e Três Marias, Noroeste do Estado, que teriam reclamado da qualidade da água de poços artesianos e cistenas usados por eles.

De acordo com os moradores da comunidade, a água não pode ser usada sequer para lavar o rosto, pois a acidez causa irritação e ardência na pele.

O diretor do Clube dos Piraquaras, Benjamim Alves Rabelo Filho, declarou que a água do poço artesiano do clube, freqüentado principalmente pelos pescadores, foi avaliada por três vezes e na terceira avaliação sua qualidade foi considerada inadequada para consumo, pois foi encontrado índice alto de coliformes fecais, que demonstra a necessidade de tratamento da mesma.

Para o gerente de meio ambiente da Votorantim Metais, Ricardo Barbosa dos Santos, geologicamente é impossível que as atividades da Votorantim, que fica na margem direta do São Francisco, contamine o aqüífero da comunidade do Beira-Rio. Segundo ele, há três anos técnicos das secretarias de Saúde do Estado e do município de São Gonçalo do Abaeté realizaram estudo da água e foi constado apenas ferro e manganês acima da normalidade, característica própria da região.

A gerente de Qualidade da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Rosângela Gurgel Machado, disse que os laudos apresentados pelo Clube dos Piraquaras são insuficientes para que se possa fazer uma ligação entre Votorantim e a contaminação da água do Beira Rio e alertou para o fato de que coliformes fecais não são resultado das atividades da empresa. Ela informou que precisariam de um estudo mais complexo, pois não se sabe como o poço foi furado e como foram feitas as coletas.

O Ministério Público, através do promotor de justiça Mauro da Fonseca Ellovich, pediu cópia da ata da audiência pública realizada pelas comissões e informou que vai instaurar procedimento investigatório para descobrir a origem dos metais e dos coliformes fecais.

Com informações da Assembléia Legislativa