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Mais poluição, menos tempo de vida

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Segundo o médico da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, o alto índice de concentração de ozônio e fuligem no ar que a população dos grandes centros respira traz riscos imediatos à saúde e pode reduzir em até um ano e meio a expectativa de vida dos seus habitantes.

A conclusão faz parte do Relatório de Qualidade Ambiental 2010, publicação produzida pela equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo e divulgada ontem. O estudo, anual, apresenta um diagnóstico da qualidade ambiental em todo o Estado e abrange recursos hídricos, uso e ocupação do solo, ar, recursos pesqueiros, biodiversidade e saneamento.

De acordo com ele, "estudos apontam que a exposição prolongada ao poluente reduz a expectativa de vida entre um ano e um ano e meio. O poluente está associado principalmente a três males: câncer das vias aéreas superiores, asma e infecções respiratórias".

Saldiva explica que os sintomas das altas concentrações de ozônio podem ser sentidos no dia a dia: ardor nos olhos, nariz e garganta, além de tosse seca e cansaço excessivo.

Segundo ele, as pessoas mais vulneráveis são as que estão na rua, no ponto de ônibus ou fazendo esportes. De acordo com o médico, a tendência é que os níveis do poluente aumentem, em razão das mudanças climáticas, elevação das temperaturas e da falta de investimentos em transporte coletivo.

O ozônio e o material particulado (MP) foram os poluentes que mais comprometeram a qualidade do ar no Estado de São Paulo em 2009. Ambos têm origem nas emissões de veículos e estão ligados ao aumento da frota. O ozônio foi o poluente que mais ultrapassou os limites considerados aceitáveis, principalmente na região metropolitana de São Paulo: em 2009, o padrão de qualidade do ar foi violado em 57 dias contra 49 em 2008.

* Com informações do jornal "O Estado de S.Paulo"