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ALMG debate invasão na Jaíba

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A Assembléia Legislativa de Minas Gerais, ALMG, promove, nessa terça-feira, 17, reunião para debater a invasão da Reserva Legal (RL) da Etapa I do Projeto Jaíba por sem-terras. A reunião foi solicitada pela Amda ao deputado Fábio Avelar (PSC), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Segundo a solicitação, a invasão, permanência e destruição da RL pelos invasores é inaceitável sob todos os pontos de vista. “É ilegal, imoral e demonstra o desinteresse da Codevasf pela sua proteção, além de caracterizar descumprimento de condicionante do Copam”.

Além de solicitar audiência pública para apurar a invasão da Reserva, visando exigir que a Codevasf retire os invasores e adote medidas cabíveis para sua recuperação e proteção, a Amda sugeriu também que, caso seja instalada a “CPI do Jaíba”, a Comissão de Meio Ambiente insira como tema investigação sobre os impactos ambientais causados, cumprimento das condicionantes relativas às Etapas I e II e diagnóstico sócio/econômico, tanto em termos absolutos, quanto relativos.

No requerimento aprovado pela Comissão, o deputado Fábio Avelar diz que o Parque Estadual da Jaíba foi invadido, desmatado e transformado em depósito de lixo. “A Mata Seca derrubada pelos invasores virou carvão para alimentar empresas de ferro gusa. Já a reserva legal da Etapa I, que compõe o mosaico do Sistema de Áreas Protegidas do Jaíba, sofreu grave incêndio e, antes mesmo de se recuperar, foi também invadida”, afirmou o parlamentar.

A reunião acontece às 10h, no auditório da ALMG e contará com a presença da superintendente executiva da Amda, Maria Dalce Ricas; procuradora da República em Minas Gerais na área ambiental, Zane Cajueiro Tobias de Souza; do presidente da Codevasf, Orlando Cezar da Costa Castro; diretor-geral interino do IEF e secretário adjunto de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Shelley de Souza Carneiro; diretor de Biodiversidade do IEF, Célio Valle; promotor de Justiça Luciano Luz Badini Martins; pró-reitor de Planejamento e Gestão da Universidade Federal de Lavras, José Roberto Scólforo; e do professor titular do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, Ary Teixeira Oliveira Filho.