Gato-maracajá imita sons de filhotes para atrair presas

Crédito: Spencer Wright

Felino semelhante à jaguatirica é predador habilidoso.

Quem vê os grandes olhos e orelhas do gato-maracajá (Leopardus wiedii), esbanjando fofura, nem imagina que ele é um dos felinos mais sagazes da natureza. Ágil e exímio saltador, ele é capaz de pular até 2,5 metros de altura. Além disso, é o único felino que possui patas traseiras capazes de girar em 180º, o que lhe confere habilidade para subir em árvores como ninguém e descer com a cabeça virada para baixo.

Também conhecido como gato-do-mato, o gato-maracajá é um felino de pequeno porte com tamanho entre 40 e 80 centímetros. Sua pelagem é semelhante à da jaguatirica, de coloração amarelo-dourada e rosetas escuras. Há quem diga que sua aparência é idêntica à de um gato doméstico. Possui cauda e garras longas, que ajudam no equilíbrio, nos saltos e na escalada de árvores.

De hábitos noturnos e solitários, o felino sai sozinho à noite para caçar. Alimenta-se principalmente de aves e mamíferos de pequeno porte, como gambás, esquilos e roedores arborícolas. Além de ser ágil e habilidoso alpinista, possui outra artimanha para capturar presas: consegue imitar o som de filhotes, atraindo os animais para perto de si.

Está presente em grande área que se estende do México até o norte da Argentina e Uruguai. No Brasil, ocorre em praticamente todas as regiões, menos no Ceará e sul do Rio Grande do Sul. Apesar da ampla área de ocorrência, o gato-maracajá prefere áreas de floresta fechada, sendo mais comum na Amazônia e Mata Atlântica.

Risco de extinção

A população do gato-maracajá no Brasil é estimada em 4.700 indivíduos. Devido à perda e fragmentação de habitat decorrente da expansão agrícola, espera-se um declínio populacional de pelo menos 10% nos próximos 15 anos, o que o coloca no status de “vulnerável”.

Nas décadas de 1960 e 70, sofreu intensamente com a caça, pois sua pelagem era muito visada para confecção de casacos e outras peças de vestuário. Embora a caça ainda aconteça, a perda e fragmentação dos ambientes naturais onde vive são as principais ameaças à espécie hoje.

 

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