Desaparecido por 50 anos, musaranho-elefante é reencontrado na África

Crédito: Steven Heritage/Universidade Duke

Animal estava entre as 25 espécies mais procuradas pela lista da Global Wildlife Conservation (GWC).

O musaranho-elefante (Elephantulus revoilii), também conhecido como sengi somali, é um pequeno mamífero africano que vive em zonas áridas e remotas no Chifre da África. Listado entre as 25 espécies mais procuradas pela Global Wildlife Conservation (GWC), o animal não era visto desde o início dos anos 1970, até que foi reencontrado por pesquisadores.

Embora a espécie seja documentada como endêmica da Somália, os novos registros, do país vizinho, Djibouti, indicam que a distribuição do animal é bem maior do que se imaginava. Em expedição ao Chifre da África, pesquisadores da Universidade Duke, Academia de Ciências da Califórnia e Associação pela Natureza do Djibouti encontraram mais de 10 indivíduos vivos na região.

Para o ecologista e conservacionista Houssein Rayaleh, do Djibouti, o animal não estava perdido. “Para nós que vivemos em Djibuti e, por extensão, no Chifre da África, nunca consideramos os sengis como perdidos, mas esta nova pesquisa traz os sengi somalis de volta à comunidade científica, que valorizamos” destacou.

Características e habitat

Apesar de pequeno – medindo até 15 centímetros – é parente distante de porcos-da-terra, elefantes e peixes-boi. Ele é um dos grandes mistérios da fauna africana, visto que só há registros de 39 indivíduos, mantidos em museus pelo mundo. Está entre as 20 espécies de sengis menos conhecidas do planeta, de acordo com a GWC.

O mamífero de metabolismo acelerado possui pequena tromba, suas pernas são finas e a cauda peluda é quase 20% mais longa que o comprimento da cabeça e do corpo. A espécie parece não estar ameaçada, já que as áreas secas e rochosas onde vive são afastadas de zonas urbanas e agrícolas.

“Não podemos avaliar a tendência populacional neste momento - mas não há razão para acreditar que os números estejam aumentando ou diminuindo significativamente”, explicaram os pesquisadores.

Assim como outros sengis, alimenta-se preferencialmente de insetos e é uma espécie monogâmica. Isto significa que acasalam a vida toda com o mesmo parceiro. Seus membros inferiores se assemelham aos das gazelas, fazendo dos sengis corredores natos que podem atingir até 30 quilômetros por hora.

 

 

Fonte:

Steven Heritage, Houssein Rayaleh, Djama G Awaleh, Galen B Rathbun. (2020). New records of a lost species and a geographic range expansion for sengis in the Horn of Africa. PeerJ.

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