Orcas são os maiores golfinhos do planeta

A espécie pode chegar até 10 metros de comprimento e seu peso varia entre 5 e 9 toneladas.

Embora sejam taxadas de baleias assassinas, as orcas são, na verdade, a maior espécie da família dos golfinhos e não têm o hábito de predar humanos. Situada no topo da cadeia alimentar, sua dieta abrange peixes, frutos do mar, aves, tartarugas e mamíferos aquáticos. Carismáticas e inteligentes, elas se exibem com saltos acrobáticos e colocam a cabeça para fora da água para observar o ambiente.

As orcas distinguem-se visualmente dos demais golfinhos pela coloração preto e branca e pelo corpo robusto. A espécie pode chegar até 10 metros de comprimento e seu peso varia entre 5 e 9 toneladas.

A habilidade para caçar também é um de seus diferenciais. Indivíduos encontrados na Argentina chegam até a beira do mar para atacar leões-marinhos. Em regiões frias, elas cravam seus dentes no gelo para dar o bote nas focas. Ataques a humanos são raríssimos e a maioria envolve animais em cativeiro.

Com ampla distribuição, as orcas podem ser a segunda espécie de mamífero mais abrangente do planeta, atrás apenas dos humanos. O animal se adapta a grande variedade de hábitats marinhos, mas preferem latitudes mais altas, águas frias e costeiras.

Donas de complexo sistema de comunicação, as orcas utilizam a ecolocalização para caçar e identificar seus pares, mesmo a longas distâncias. Elas são um dos únicos animais que conseguem reproduzir sons ao escutá-los. Segundo cientistas, a habilidade é extremamente rara em mamíferos.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classificou a espécie como dados insuficientes (DD), por não atender nenhum critério de ameaça. Entretanto, dados mostram que populações do noroeste do Pacífico estão em declínio por causa da exposição a substâncias químicas, poluição sonora e  escassez de uma de suas presas preferidas: o salmão-rei.

Matriarcado

Assim como os lobos se organizam em matilhas, estes golfinhos costumam formar grupos de até 40 integrantes. Mesmo que se reproduzam com indivíduos de outros bandos, para evitar consanguinidade, as orcas são fiéis ao seu grupo de origem por toda a vida.

As comunidades são comandadas pelas fêmeas e elas vivem décadas a mais que os machos. Enquanto elas vão até os 90 anos, eles morrem quando atingem aproximadamente os 50. Um estudo divulgado no final do ano passado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelou que elas vivem mais por serem essenciais no cuidado com os netos.

Devido à organização matriarcal, acredita-se que as fêmeas mais velhas possuam maior conhecimento sobre recursos alimentares, de modo que sua ausência pode comprometer a sobrevivência dos jovens. Pesquisadores analisaram por décadas o comportamento de orcas do Pacífico e descobriram que a presença das avós aumentava a taxa de sobrevivência dos mais novos.

O cuidado com a cria é crucial para a perpetuação da espécie, considerando sua reprodução lenta. O intervalo entre uma gestação e outra pode durar de três a dez anos e cada fêmea só dá origem a um filhote por ninhada. Após passarem 17 meses no útero da mãe, os filhotes podem mamar até os dois anos de vida.

 

Com informações de National Geographic e UICN

 

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