Canto da seriema pode ser ouvido a mais de um quilômetro de distância

Seriema adulta alimentando o filhote / Crédito: Helberth Peixoto
Seriema adulta alimentando o filhote / Crédito: Helberth Peixoto

Ao avistar alguma ameaça ou ser perseguida, ave pode atingir velocidade superior a 50 km/h antes de levantar voo

O hábito de predar insetos, roedores e até cobras venenosas, faz da seriema (Cariama cristata) uma espécie protegida por fazendeiros e comunidades campestres. Símbolo do estado de Minas Gerais, a ave é encontrada em cerrados e campos abertos, caracterizados por vegetação rasteira e arbustiva. Sua facilidade de adaptação à presença humana também faz com que seja comum em jardins e pastagens.

A seriema tem plumagem cinza-amarelada, com rajadas escuras. É reconhecida pelo tufo de penas que contém na cabeça, além do bico e pernas vermelhas. Pode atingir até 90 centímetros e pesa até um quilo e meio. Machos e fêmeas são visualmente idênticos. Para diferenciar os indivíduos adultos dos juvenis, basta atentar-se aos olhos: eles são acinzentados nos mais velhos e amarelados nos jovens.
 
Reconhecer uma seriema pelos ouvidos pode ser ainda mais fácil, afinal seu canto pode ser ouvido a mais de um quilômetro de distância. Ela canta sozinha ou em pares, em uma espécie de duetos e, em ambas as ocasiões, seus gritos são altos e longos. Há quem diga que sua vocalização se parece com risadas que vão acelerando e aumentando o tom gradativamente.
 
É uma ave muito comum em todo Brasil, com exceção das regiões mais florestadas da Amazônia. Fora do país ela ocorre na Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. Por não possuir subespécies reconhecidas é considerada uma espécie monotípica.
 
Hábitos

 
Costuma viver aos pares ou em pequenos bandos. De hábitos terrestres, empoleira-se no alto de árvores para dormir. Ao avistar alguma ameaça ou ser perseguida, a ave pode atingir velocidade superior a 50 km/h antes de levantar voo. Geralmente não fica muito tempo no ar: voa pequenos trechos e logo volta para o chão.
 
Suas vantagens nos campos são suas pernas compridas, que a protegem do ataque de serpentes; e a aptidão para avistar presas no chão. Costuma segurar o alimento com os dedos, enquanto o destrincha com seu bico forte.
 
Reprodução

 
Seus ninhos são feitos a partir de gravetos e forrados com estrume de gado, barro ou folhas secas. Podem ser estabelecidos próximos ao chão ou a quatro ou cinco metros de altura. Na maior parte das vezes dão origem a dois ovos que são chocados alternadamente pelo casal. O período de maturação dos ovos dura em torno de 24 e 30 dias. Com duas semanas de vida, os filhotes abandonam o ninho com os pais. Eles demoram até cinco meses para trocar a penugem rala pela plumagem adulta.

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