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Opinião

Desmatamento na Amazônia Legal

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*Anderson Costa

O desmatamento da Cobertura Florestal é um dos principais problemas ambientais na Amazônia Legal. Este desflorestamento, causa extinção de espécies vegetais e animais, trazendo danos irreparáveis para o ecossistema amazônico. Esta derrubada está associada a degradação provocada pelo corte ilegal de árvores, destinadas ao comércio ilegal de madeira, queimadas ilegais para abertura de pastagens para o gado ou áreas agrícolas (principalmente para a cultura de soja) e em virtude ao assentamento humano em função do crescimento populacional na região.

Uma das principais consequências desta devastação, é a extinção de espécies vegetais e animais, desequilíbrio no ecossistema da região, aumento da poluição do ar nos casos de queimadas e aumento de casos de erosão do solo.

Entretanto, o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais-INPE, através do projeto PRODES, realiza o monitoramento por Satélite do desmatamento na Amazônia Legal e produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região, que são usadas pelo governo brasileiro para o estabelecimento de políticas públicas.

Nos últimos anos é visível a queda do Desmatamento na Amazônia Oriental. Desde de 2009, a Amazônia Legal registrou uma queda significante do incremento do desmatamento.

Vale ressaltar, que algumas ações diminuíram o incentivo do desmatamento na Amazônia Legal, tais como:

– Criação de novas Áreas Protegidas na Amazônia, incluindo Reservas Indígenas e Unidades de Uso Sustentável, associado ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal;

– Moratórias Voluntárias adotadas para a indústria da soja, que a partir de 2006 se comprometeu a não comprar grãos produzidos em terras desmatadas da Amazônia, e pelo setor de carne bovina, que seguiu o exemplo de 2009 em diante;

– A criação da Portaria 28, do Ministério do Meio Ambiente, que estabeleceu 36 municípios classificados como prioritários para ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento ilegal. A partir de então, os estabelecimentos rurais nos municípios prioritários ficaram sujeitos ao monitoramento mais rigoroso de suas atividades irregulares e à necessidade de requerimentos para registro e licenciamento mais rigorosos;

– Atuação do Ministério Público, com ações judiciais que reforçaram a aplicação das leis e a ajuda de sistemas avançados de mapeamento e monitoramento;

– Disponibilidade das imagens de Satélites, que incentivaram ONGs a criarem seu próprio Sistema de monitoramento do Desmatamento, gerando relatório mensais do desmatamento e;

– Outras.

Podemos destacar que o estado do Pará, vem contribuindo com o desmatamento total nos últimos anos, inclusive na última estimativa de 2014. Onde apontou que aproximadamente o estado contribuiu com 38% do desmatamento.

Ainda precisamos identificar a contribuição de cada ação, uma vez que o nível de detalhamento do nosso conjunto de dados não permite a avaliação do impacto de medidas individuais. Pesquisas adicionais permitirão a identificação dos mecanismos e das políticas específicas mais efetivas no combate ao desmatamento.

*Anderson Costa é engenheiro florestal (UFRA), especialista em Estatística Aplicada (UFPA) e Msc. Ciências e Meio Ambiente (UFPA)

Fonte: EcoDebate