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XVI Edição do Prêmio Hugo Werneck reconhece iniciativas e personalidades dedicadas à conservação ambiental e ao reflorestamento

Projeto que protege a Mata Atlântica foi destaque na premiação

XVI Edição do Prêmio Hugo Werneck reconhece iniciativas e personalidades dedicadas à conservação ambiental e ao reflorestamento

A celebração do XVI Prêmio Hugo Werneck de Meio Ambiente e Sustentabilidade, realizada no dia 8 de junho, encerrou as comemorações da Semana Mundial do Meio Ambiente, reconhecendo projetos municipais, nacionais e internacionais, com o tema central, ‘As Mudanças Climáticas’.  

Um dos destaques da premiação foi a Organização Não Governamental (ONG) Bora Plantar, de Belo Horizonte, vencedora da categoria Melhor Exemplo de Mobilização Social. A iniciativa conta com mais de 100 voluntários que incentivam a criação de micro florestas urbanas em áreas degradadas da capital mineira. Fundado em 2021 pelo médico e ambientalista César Pedrosa Salles, o projeto busca fortalecer a consciência ecológica da população e promover impactos positivos no território. A iniciativa se destacou pela capacidade de mobilizar diferentes perfis de cidadãos em prol do reflorestamento urbano. 

Já a categoria “Destaque Nacional” homenageou a Grande Reserva da Mata Atlântica, movimento colaborativo voltado à proteção do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do mundo. O projeto integra conservação da biodiversidade, turismo de natureza, valorização cultural e desenvolvimento territorial, contribuindo para preservação de aproximadamente 2,7 milhões de hectares de áreas naturais e outros dois milhões de hectares de áreas marinhas. O território abrange mais de 60 municípios e mais de uma centena de unidades de conservação de diferentes categorias.

A iniciativa é mantida por rede formada por mais de 100 ONGs e empresas parceiras e foi articulada pelo médico-veterinário Clóvis Ricardo Borges, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS).

O projeto Pró-Manguezais, do Ministério Público de Alagoas, foi premiado na categoria Biodiversidade, pela iniciativa de proteger áreas de manguezais e populações tradicionais da região.

Na categoria “Ambientalista do Ano”, o vencedor foi o meteorologista e pesquisador Carlos Nobre, que tem se destacado por constantes alertas sobre os riscos das alterações climáticas e necessidade de adoção de medidas para sua contenção. Ele integrou a equipe internacional de cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 pelo trabalho nessa temática.

Carlos Nobre é Doutor pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos e  dedicou mais de três décadas de sua carreira ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na categoria Destaque Internacional, o reconhecimento foi para o projeto Floresta da Mãe, da Asez Wao, voltado ao reflorestamento e à mobilização ambiental em diversos países.