Projeto de lei propõe medidas para diminuir colisões de aves em vidros na área urbana de São Paulo
21 de maio de 2026
Crédito: Portal Natureza e Conservação.
Participe do abaixo-assinado e contribua para reduzir a mortandade
Tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo importante projeto de lei voltado à proteção de aves nos espaços urbanos. A proposta e de autoria do deputado Mário Maurici, cria regras para evitar que aves morram ao colidir com vidros e superfícies reflexivas em áreas urbanas.
O PL propõe medidas obrigatórias para tornar superfícies de vidro mais visíveis às aves, por meio da aplicação de figuras.
Para Dalce Ricas, superintendente da Amda, o PL aborda problema grave em relação à proteção das aves. “Migração de aves para áreas urbanas, devido ao desmatamento, em busca de alimento e proteção é comum: sabiás, saíras, bem-te-vis, gaturamos, alma de gato, aves de rapina e tucanos habitam as cidades, principalmente as mais arborizadas. Uso de vidro na construção aumenta cada vez mais, aumentando também a colisão de aves. É hora de lei nacional”, informa.
Qualquer material transparente ou reflexivo, como o vidro, pode representar risco de colisão e morte para aves. A colisão acontece poque elas não conseguem perceber essas superfícies como barreiras, pois a transparência dos vidros cria ilusão de continuidade do ambiente. Segundo o parlamentar é a segunda causa de morte da avifauna em áreas urbanas.
Ela pode ser evitada ou minimizada pela colagem de adesivos com elementos geométricos que tornam o vidro perceptível para as aves. Além disto tem baixo custo, como películas externas, adesivos e fitas. Estudos mostram que, quando aplicadas corretamente, essas medidas podem reduzir as colisões em até 90%.
O PL propõe colagem em vidros transparentes ou espelhados em construções de até 12 metros de altura, equivalente a prédio de quatro andares, em muros, portões, janelas, passarelas, pontos de ônibus e guaritas.
Prevê ainda, período de adaptação de até cinco anos para construções mais antigas, começando pelas áreas consideradas mais críticas. O descumprimento da lei poderá gerar advertências, multas e obrigação de cumprimento.
Para apoiar a iniciativa, os interessados podem participar do abaixo-assinado por meio do link disponível