Plano de Recursos Hídricos do Rio Doce depende de integração entre instituições da bacia
Apresentação em reunião do Conselho Consultivo do Perd expõe desafios para proteção e recuperação do rio
11 de dezembro de 2025
Foto: Por Fernando Marino - Panoramio, CC BY-SA 3.0.
Na última reunião do Conselho Consultivo do Parque Estadual do Rio Doce (Perd), realizada em 03 de dezembro de 2025, o representante da Agência de Bacia do Rio Doce, Adriano Ferreira, apresentou o Plano de Recursos Hídricos e o enquadramento dos corpos d’água da bacia. Durante a exposição, destacou também as dificuldades para implementar medidas essenciais à proteção e recuperação do rio e de seus afluentes.
Segundo Ferreira, o principal entrave é a frágil integração entre as dezenas de instituições públicas e privadas que atuam na bacia, incluindo prefeituras, empresas e órgãos ambientais. Um dos exemplos mencionados foi o de córregos que deságuam no Perd já contaminados por esgoto. Apesar de todos estarem classificados como classe especial, o tratamento depende dos municípios do entorno, resultando em impactos diretos à unidade de conservação, sobretudo à fauna.
A maioria dos municípios da bacia não prioriza saneamento básico e, mesmo quando há interesse, muitos não possuem capacidade técnica ou equipes para elaborar projetos que permitam buscar financiamento.
Para a Amda, o Plano apresentado é completo e sustentado por dados técnicos importantes, mas ainda distante de se tornar realidade. A entidade ressalta que avanços só serão possíveis quando o saneamento básico — incluindo destinação adequada de resíduos, tratamento de esgotos domésticos e industriais e regras de uso do solo urbano e rural, principais fontes de sedimentos que assoreiam os rios — for tratado como política de Estado.