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ONGs entregam documento com recomendações para transição energética ao governo

Instituições sugerem medidas para evitar o aquecimento do planeta

ONGs entregam documento com recomendações para transição energética ao governo

Aproximadamente 161 organizações não governamentais apresentaram ao governo um conjunto de recomendações para uma transição energética efetiva e segura no país. O documento, formulado por instituições integrantes do Observatório do Clima e entregue no dia 28 de janeiro, reúne propostas técnicas, regulatórias e financeiras, além de cronogramas e prazos para que o Brasil avance nesse processo, com o objetivo de reduzir e, futuramente, encerrar a dependência de combustíveis fósseis na produção de energia.

O Observatório do Clima (OC), principal rede da sociedade civil focada na agenda climática, é composto por mais de 100 ONGs e institutos de pesquisa — entre eles a Amda, como membro oficial. O texto elaborado pela rede contempla medidas consideradas sustentáveis, como o fim dos leilões de petróleo, a eliminação de subsídios aos combustíveis fósseis e a criação de uma autoridade exclusiva para garantir a efetividade da transição energética. Entre as recomendações, destacam-se o encerramento da produção de carvão para eletricidade, a substituição de termelétricas por fontes renováveis e a criação de políticas de proteção aos trabalhadores do setor fóssil. O registro propõe, ainda, a capacitação profissional desses trabalhadores para fomentar os chamados ‘empregos verdes’.

A entrega do documento ocorre em meio à pressão do governo sobre os ministérios para a elaboração de um mapa do caminho para a transição energética, alternativa citada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o discurso de abertura da COP 30. Em entrevista ao portal G1, a coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, Sueli Araújo, destacou a necessidade de uma ação conjunta entre os setores, com medidas efetivas que facilitem a transição energética. Ela também criticou a adoção de iniciativas que contrariam o discurso oficial sobre o tema. Segundo a coordenadora, é fundamental que o governo atue com transparência para garantir coerência entre discurso e prática. De acordo com o G1, o presidente da COP solicitou maior agilidade dos países para evitar o aquecimento em massa do planeta.

Com informações do portal de notícias G1