O “fantasma” da Mata Atlântica existe de verdade
Seu nome é Jacu Estalo e está criticamente ameaçado de extinção.

Numa façanha rara, o fotógrafo João Sérgio Barros, clicou o “fantasma” da floresta, no Parque Estadual do Rio Doce. O nome de “fantasma” deve-se à raridade da espécie e a seus hábitos discretos e furtivos no chão da floresta. Segundo João, até o momento, sabe-se que sobreviveu somente no parque e na Reserva de Linhares, no ES, de propriedade da Vale.
O jacu-estalo (Neomorphus geoffroyi) sobrevive somente em matas primárias, e o exemplar fotografado vive na Mata dos Campolinas, única área de Mata Primária do parque, que corre grande risco de degradação se a estrada do Salão Dourado que a atravessa for reaberta ao tráfego como pleiteam políticos da região.
“Dificilmente este habitante do Perd sobreviveria ser a estrada for aberta. Além de criar facilidade para caçadores, ruído, poeira, atropelamento causado por veículos e fogo são fatores que podem determinar sua extinção em Minas”, diz Dalce Ricas, superintendente da Amda.