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Mutum do Sudeste no Parque Estadual do Rio Doce

A espécie foi considerada extinta em Minas por caçadores e desmatadores

Mutum do Sudeste no Parque Estadual do Rio Doce
Foto: João Sérgio Barros

João Sérgio estava buscando o raríssimo Jacu Estalo, considerado em ameaça crítica de extinção, quando foi surpreendido pelo mutum sujeito à mesma ameaça. O fotógrafo estava na estrada do Salão Dourado, que atravessa a Mata dos Campolina, única área primária do parque.

A presença do mutum no Perd é fruto de parceria entre o Instituto Crax e a Cenibra. O Crax, fundado pelo administrador Roberto Azeredo e James Simpson foi pioneiro na reprodução em cativeiro do mutum, ainda nos anos 80. Com sacrifícios e dedicação conseguiram capturar alguns exemplares da pequena população que ainda sobrevivia na natureza e iniciaram o processo.

As primeiras solturas foram feitas na Faz. Macedônia, de propriedade da Cenibra no município de Ipaba. Posteriormente a empresa e o Instituto Crax, com apoio do IEF, soltaram mais indivíduos no Perd. A foto de João Sérgio indica êxito na sobrevivência e aumento da população do mutum no mesmo, onde ficou desaparecida durante meio século.

Esta ave desempenha papel importante como dispersora de sementes, sendo considerada “plantador de florestas” e sua volta ajudará o parque a manter e ampliar sua já grande biodiversidade.