IUCN oficializa a extinção de seis animais em 2025
Perda de habitat e ação humana aceleram desaparecimento silencioso da biodiversidade

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) confirmou, em 2025, a extinção de pelo menos seis espécies de animais. Entre elas estão o maçarico-de-bico-fino, a musaranha-da-ilha Christmas, o caracol-cone (Conus lugubris) e três espécies de bandicotes. A IUCN declarou essas extinções após décadas sem registros confirmados, mesmo diante de buscas contínuas em seus habitats históricos.
O maçarico-de-bico-fino, ave migratória de silhueta esguia e bico curvo que percorreu a Eurásia e o Norte da África por séculos, teve seu último registro confirmado na década de 1990. Já a musaranha-da-ilha Christmas, pequeno mamífero insetívoro endêmico de território australiano, não é observada desde 1980. Situação semelhante envolve três espécies de bandicotes, marsupiais noturnos adaptados a ambientes específicos, que, apesar de terem sobrevivido a condições climáticas extremas por milhares de anos, chegaram ao fim de sua trajetória evolutiva.
Outro caso é o do caracol-cone (Conus lugubris), um invertebrado marinho importante para a biodiversidade oceânica, cujo último registro data da década de 1980. Seu desaparecimento está associado principalmente à destruição de habitats costeiros.
De acordo com a IUCN, a Austrália responde por uma parcela significativa dessas perdas e figura entre as regiões com os maiores índices históricos de extinção de mamíferos. Para a organização, a declaração de extinção vai além de um dado estatístico: representa o encerramento definitivo de histórias evolutivas únicas, aceleradas pela perda de habitat, pelas mudanças climáticas, pela introdução de espécies invasoras e pela ocupação humana.
Atualmente, cerca de 28% das espécies animais do planeta estão ameaçadas de extinção, o que corresponde a mais de 48,6 mil espécies em risco, com destaque para grupos altamente vulneráveis, como os corais construtores de recifes. Impulsionada principalmente pelas atividades humanas, a taxa de extinção supera em muito a capacidade de conservação, levando a biodiversidade global a um limiar crítico. Segundo a IUCN, esses desaparecimentos evidenciam que a perda da vida no planeta avança mais rápido do que a capacidade de proteger, ou mesmo compreender a complexidade dos ecossistemas que sustentam a vida.
*Com informações do portal de notícias Meteored Brasil.