Cachorro comunitário é torturado e morto por adolescentes em Florianópolis e caso gera comoção internacional
Caso mobiliza urgência para medidas mais rigorosas em agressão de animais
29 de janeiro de 2026
Um cachorro comunitário idoso, conhecido como Orelha, foi brutalmente torturado e morto na Praia Brava, em Florianópolis (SC), no dia 15 de janeiro. O animal, mascote da associação de moradores da região, foi encontrado agonizando após sofrer agressões violentas, principalmente na cabeça, e acabou submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Quatro adolescentes foram identificados pela Polícia Civil como autores do crime, que também apura a atuação de três adultos por coação de testemunhas durante as investigações.
A denúncia chegou à Polícia Civil no dia seguinte ao ataque, dando início ao inquérito. Por serem menores de idade, os adolescentes não podem ser presos, mas podem responder por ato infracional e sofrer medidas socioeducativas, que incluem internação em unidade educacional por até três anos, conforme avaliação do Judiciário. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O caso teve ampla repercussão nacional e internacional, com destaque na imprensa brasileira e dos Estados Unidos, e reacendeu o debate sobre a violência contra animais e a efetividade das punições previstas em lei. Embora a Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020) tenha aumentado para até cinco anos a pena por maus-tratos contra cães e gatos, o assassinato de Orelha evidencia limitações na responsabilização de agressores, especialmente quando envolve menores de idade, e reforça a urgência de medidas mais rigorosas e preventivas.
Especialistas e organizações de proteção animal ressaltam a importância da denúncia imediata de casos de maus-tratos, que pode ser feita em delegacias, por meio de boletim de ocorrência, ou junto a ONGs, sempre que possível acompanhada de provas como fotos, vídeos e relatos de testemunhas. A omissão diante de maus-tratos também configura crime.