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Brasil mantém liderança mundial em diversidade de anfíbios, aponta nova atualização científica

País soma 1.251 espécies registradas e segue como principal fronteira para descoberta de novos anfíbios

Brasil mantém liderança mundial em diversidade de anfíbios, aponta nova atualização científica

Uma atualização recente da lista de anfíbios do Brasil confirmou que o país continua sendo o mais diverso do mundo nesse grupo. O levantamento foi publicado na revista Herpetologia Brasileira, da Sociedade Brasileira de Herpetologia, e reúne dados consolidados por pesquisadores de diferentes instituições nacionais e internacionais.

O estudo, conduzido por Leandro O. Drummond (UENF), Diego J. Santana (Field Museum of Natural History), Albertina P. Lima (INPA) e Luís Felipe Toledo (Unicamp), aponta que o Brasil abriga atualmente 1.251 espécies válidas de anfíbios. Desse total, 1.206 são sapos, rãs e pererecas, 40 são cecílias e cinco são salamandras.

Em relação à última atualização, publicada em 2021, foram adicionados 104 táxons e removidas 41 espécies, resultado de novas descrições, revisões taxonômicas e ajustes baseados exclusivamente em literatura científica revisada por pares. O trabalho reflete décadas de pesquisas acumuladas por herpetólogos e consolida o conhecimento mais recente sobre a diversidade do grupo no país.

Segundo o pesquisador Diego Santana, o número de espécies conhecidas ainda representa apenas parte da biodiversidade real. “O mundo chegou recentemente a cerca de 9.000 espécies de anfíbios descritas, mas estimativas indicam que esse número pode ser muito maior”, afirma.

Além de liderar o ranking global, o Brasil é apontado como um dos países com maior potencial para descoberta de novas espécies, devido à combinação de fatores como extensão territorial, variedade de biomas, incluindo Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, e diversidade de ecossistemas.

Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam para um desafio: a escassez de especialistas em taxonomia, área responsável por descrever e classificar as espécies. A falta desses profissionais pode comprometer o registro da biodiversidade antes mesmo que muitas espécies sejam formalmente conhecidas.

Mais do que um inventário científico, a atualização da lista é considerada uma ferramenta estratégica para subsidiar políticas públicas, avaliações de risco de extinção e planejamento ambiental. O levantamento reforça que o conhecimento da biodiversidade é condição essencial para sua conservação.